DIRETO DA PRAÇA

Recolha-se à sua insignificância

Por Paulo Pires

Por repetidas vezes tenho dito que não suporto injustiças. Minha implicância com a Direita brasileira, dentre outros aspectos, se dá pela rejeição que tenho aos seus métodos e visão de mundo. Detesto injustiça e acho que a famosa regra de ouro é fundamental para que haja entendimento entre os homens. A regra diz que não devemos querer para o outro aquilo que não queremos para nós. Não é boa essa regra? Eu a considero moral. Isso sim é moral. Não devemos ambicionar para o próximo aquilo que não desejamos que nos aconteça.

Essa pequena introdução pretende fazer uma rápida investida nos últimos acontecimentos e uma breve análise da arrogância geopolítica americana em relação ao restante do Planeta. No caso, não é só a política que será abordada, mas a própria posição da imprensa americana que se arroga ao direito de dar pitacos e sentenciar para o resto do mundo quem está errado, quem merece castigo e quais são os países que fazem parte do eixo do mal.

O The New York Times de hoje, 23/11/2009, em uma matéria com colorações tipicamente imperialista – como é do seu costume – diz que ao receber o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad o Brasil está passando da conta e sua [nossa] desenfreada ambição de nos tornarmos uma potência mundial está nos levando a exorbitar de nossas atribuições e competências.

O que o famoso jornal disse, em outras palavras, é que devemos nos recolher a nossa insignificância. Isso mesmo. Onde é que já se viu um “país nanico” como o nosso querer protagonizar um papel que só compete aos Americanos? Será que o Brasil não se enxerga? Ou será que está querendo se fazer de besta?

Não, não pode ser assim. O Brasil tem de ficar na sua, sempre submisso aos ditames dos Estados Unidos e estamos conversados. Devemos ficar atentos ao que dizem os filhos de Tio Sam. Estes sim, é que devem mandar no mundo. Quem se insurgir contra as regras americanas será automaticamente incluído no Índex (o livro que os yanques criaram para apontar quem presta e quem não presta no mundo).

Entendemos que o The New York Times defender a ideologia imperialista americana faz parte do jogo. O jornal de Nova Iorque tem mais é que defender suas bandeiras. Mas o que impressiona são os políticos Pés de Chinelo que temos por aqui. Com as caras mais lavadas do mundo, apareceram nas televisões defendendo a reprimenda [o sabão] que o jornal americano nos passou em relação à visita do presidente iraniano. Dá prá entender uma coisa dessas? Quer dizer que se amanhã um governante da Conchinchina quiser negociar e conhecer o Brasil, nosso País terá obrigatoriamente que fazer uma consulta a Washington. É certo isso?

Cadê nossa soberania? Ah, mas o The New York Times falou que nós estamos pisando na bola; Estamos exorbitando em nossas relações internacionais. Devagar com o andor. Esse negócio de receber ditador iraniano não é bom. Estamos jogando fora nossas possibilidades de ter uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. O Brasil está maluco?

Nossas emissoras de televisão – em uma inacreditável posição de subserviência informacional – abriram seus noticiários reclamando contra a recepção ao presidente iraniano. O homem é um demônio. É o capeta travestido de gente. Teria o Brasil o dever de ditar normas aos iranianos? E a soberania dos Povos?

A maior bronca dos jornais e paises ocidentais em relação ao senhor Ahmadinejad é porque o seu país está desenvolvendo um programa de energia nuclear que inclui até bomba atômica. Os Estados Unidos estão furiosos com os aiatolás. Há um paradoxo nisso aí: A América fêz sua bomba e a soltou sobre o Japão há sessenta e cinco anos. Eles podem tudo, os demais países não! Mas, como dizia Henfil: Deu no New York Times então é uma sentença, coisa divina. Eles acreditam e propalam para o resto do mundo que o senhor Ahmadinejad é um grande mal para a humanidade e meia dúzia de abestolados desinformados acreditam. Eles pensam que somos iguais a dona Honorina. Esta senhora foi a primeira brasileira que comeu o H. Escrevia, sem saber, o seu nome sem essa letra. Depois é que lhe informaram que o seu hotel e o seu nome tinham H. Ela não sabia...

A ausência e o pouco caso dos Estados Unidos em relação aos Tratados de Kyoto e Copenhague “tem” e “devem” que ser consideradas como atitudes absolutamente normais. A América pode emporcalhar o mundo do jeito que quiser. O New York Times nunca menciona os males que essas atitudes fazem ao Planeta. Nossa mídia e nossos políticos pés de chinelo aceitam que devemos elaborar nossa agenda, conforme determinado pelo New York Times. Quer saber? Só Deus para tomar conta do nosso País, da nossa mídia e dos nossos políticos subservientes.
Amigos
Esta é pra chatear Miriam Leitão, Alexandre Garcia e Renato Machado (porta vozes de nossa burguesia e defensores do infiinito colonialismo norte-americano na América Latina).
Quem aguenta tanta pilantragem?
Saudações
Paulo Pires

Carta ao BNB APOIO a CONSTRUÇÃO DO CENTRO CULTURAL...‏

Olá Pessoal :

Vejam, penso que é o momento de mantermo-nos unidos e articulados em torno de questões importantes e que dizem respeito à comunidade ARTÍSTICA E CULTURAL DE CONQUISTA... refiro-me a essa questão da construção do CENTRO CULTURAL BANCO DONORDESTE, (CCBNB), do qual, o município de Vitória da Conquista fôra escolhido pela direção do BNB para sediar este Equipamento Cultural. O fato, é que nas primeiras discussões sobre o local determinado para abrigar o complexo cultural, havia sido definido que seria na Praça da Bandeira onde está localizado o Teatro Carlos Jeovah, e que, por razões que extrapolam a nossa vontade ou ainda o poder da classe artística de resolver ... ou solucionar o problema dos AMBULANTES da Praça da Bandeira... mas enfim, isso cabe ao poder público municipal em negociar com aqueles comerciantes que alí se estabeleceram... e isso como sabemos não se resolve do dia para a noite... então, foi sondado um novo local para construção/instalação do CCBNB, bom... depois de tudo acertado, fechado.... etc, etc, terreno doado pelo poder público municipal... que será a Praça Sá Barreto em frente ao Colégio Diocesano e o Museu Pe. Palmeira, enfim, na chamada Praça do Clube Social... Agora fomos informados que existem alguns descontentes... que sabe-se lá DEUS por que MOTIVOS... estão interessado em EMBARGAR a a construção da OBRA do referido CCBNB... Olha Senhores, sincera e honestamente, fico a me perguntar???
Afinal o que querem esses homens ??? Fala-se em atraso e retrocesso, fala-se em falta de desenvolvimento, econômico, político, cultural e social... e quando surgem as oportunidades e elas são poucas e escassas é bom que se diga... e Vitória da Conquista, está na rota do crescimento por ser um grande entreposto rodoviário por ser uma espécie de Capital do Sudoeste da Bahia... Por já está consolidada como um Pólo Educacional, enfim, todos esses dados. Colocam a nossa cidade como de fato um local adequado para ser instalado este CCBNB... então, é muito simples, sugiro... que nos articulemos com todas as pessoas de BOM SENSO, SENSATEZ e especialmente, SENSIBILIDADE !!! Que parece-me está faltando a alguns setores e ou algumas pessoas... em nosso município, que não se sabe porque razões não querem o CCBNB, na Praça Sá Barreto em frente ao Clube Social... é o que verdadeiramente penso. Vamos a luta !!!

Atenciosamente,

Prof. Dirlêi A Bonfim
Coordenador do MAC –

Movimento Artístico e Cultural de Vitória da Conquista

CARTA DE APOIO
Centro Cultural Banco do Nordeste

Nós, artistas, produtores, representantes institucionais e demais participantes da área cultural da cidade de Vitória da Conquista, vimos através deste documento, abaixo assinado, manifestar o nosso apoio e reiterar a nossa opinião em favor da construção do Centro Cultural Banco do Nordeste, no terreno situado ao lado esquerdo da Praça Sá Barreto (em frente ao Colégio Diocesano), de propriedade e doado pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, para esta finalidade.

Vale ressaltar, que já foram realizadas diversas reuniões e apresentadas outras alternativas de localização para a construção deste importante empreendimento cultural em nossa cidade, sendo este último local, preferencialmente escolhido pelos representantes do Banco do Banco do Nordeste do Brasil, por apresentar aproximação a diversos bairros periféricos da cidade, carentes de equipamentos desta natureza, como também, pelo curto tempo necessário para a construção e entrega desta obra, dentro do cronograma estabelecido pela superintendência nacional desta importante empresa estatal.

Os Centros Culturais do BNB, construídos nas cidades de Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte-Cariri (CE-PE) e Sousa (PB), tem se firmado no cenário cultural Nordestino como um espaço onde é permitido experimentar a diversidade de conceitos, estilos e suportes, oferecidos em sua programação. Ele oferece a seus visitantes uma variada programação diária e gratuita, enquanto dedica-se à formação, produção, fruição, circulação e acesso dos bens e serviços culturais.

Vitória da Conquista foi escolhida como a quarta cidade a receber este valoroso espaço cultural, por apresentar um grande diferencial, no desenvolvimento, produção, participação e política sócio-cultural, dentre diversas intenções apresentadas por outras cidades do Estado da Bahia.



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=======================================================From: Nagib Pereira Barroso <nagib.som@hotmail.com>Date: 17/11/2009 10:08Subject: FW: Carta_BNBTo: dirleibonfim@gmail.com, ricardo marques <admricardomarques@gmail.com>, fabio sena secom <fabiosena13@yahoo.com.br>
Povo atento! O bispo se acha no direito de tentar atrapalhar a vinda do CCBN pra conquista Conto com vcs ,afinal esse centro
Date: Fri, 13 Nov 2009 12:18:23 -0300Subject: Fwd: Carta_BNBFrom: gildelson@gmail.comTo: nagib.som@hotmail.com


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O buraco da democracia cultural


O buraco da democracia cultural


As Conferências de Cultura expõem de maneira impiedosa a fragilidade das metodologias de participação cultural, denunciando nossa precária democracia. Por outro lado, exercita nossa capacidade de organizar, participar, mobilizar, articular e definir os rumos da política cultural nacional. Novos métodos e tecnologias de diálogo precisam ser criados, pois os que existem são de tempos (ultra)passados.


Participar democraticamente da construção da agenda política nacional é algo tão distante da vida dos brasileiros, que se formaram e se desenvolveram como seres humanos, políticos, culturais, à sombra da ditadura, das elites, oligarquias e do Jardim Botânico, que simplesmente ficamos perplexos diante das novas possibilidades criadas a partir da presença indelével de um líder como Lula no poder.


Algumas reflexões sobre esse processo precisam ser feitas. A primeira delas é a construção da pauta. Esse processo precisa ser construído a partir de fóruns, redes, articulações e precisa ser descentralizado. Não dá para trabalharmos com pautas, por melhores que sejam (e o conteúdo da proposta do MinC é realmente bom), para não corrermos o risco constante do dirigismo.


As metodologias de eleição e validação de delegados e participantes dos processos decisórios é outro assunto de extrema importância. Ainda guardamos vícios do sindicalismo retrógrado e obsoleto, necessário e importante, mas que não pode ser aplicado às lutas culturais, sobretudo por não termos um tipo de organização que legitime uma representação por grupos de poder, ou mesmo de resistência. Não quero minimizar a importância desses grupos, mas também não posso deixar de alertar para o risco que corremos de sobrepor o interesse de minorias organizadas, que se ocupam de brechas do nosso frágil sistema representativo. Ou ainda de “líderes”, que ocupam as coordenações e secretarias que querem mostrar normalmente trabalho a qualquer custo, para o poder executivo local e ou regional, seja, através de assessores de prefeitos, governadores, algum serviço, e que repetem as velhas formas de se fazer política cultural, não há nada de novo, infelizmente, apenas, uma repetição de velhas formas e velhos erros... “tudo como dantes no quartel de abrantes”... triste realidade da cultural nacional, como sempre, discursos, discursos... e uma prática muito dispersa, muito, muito a desejar... em alguns casos completamente fora da realidade.


Não sei , se com aprovação da PEC-150 a proposta de Emenda a Constituição Federal se de fato, na prática, alguma coisa vai mudar, pelo simples fato de que o poder no Brasil ainda é exercido de forma cartorial... há uma pseuda democracia para "inglês vê", umas poucas discussões interessantes que fazem avançar o processo, no mais, uma repetição de fórmulas antiquadas, obsoletas e completamente inviáveis e inadequadas, um faz de conta de que agora as coisas vão funcionar...

Por último, quero apontar o risco da subordinação à agenda eleitoral. Sinto falta de uma construção e um diálogo permanente entre as instâncias de construção das políticas culturais. O Conselho Nacional de Política Cultural deve manter contato permanente com os delegados, por meio de instrumentos de conversação e rede e esses com todas as entidades culturais, as associações, as ongs, os artistas, enfim, todos as pessoas interessadas neste processo.


Há uma inversão completa nesse processo. O CNPC está subordinado ao gabinete do MinC quando deveria ser um conselho superior, escolhido e atuante a partir das demandas dos delegados, que por sua vez, deveriam surgir dos conselhos municipais e estaduais de cultura. Vejo que que há mesmo uma absoluta inversão de valores, e o que é pior, não vejo os representantes de entidades, ongs, instituições, associações de artistas em todos os lugares do Brasil, se manifestando a contento. Na prática pouco se muda, as transformações são ínfimas, quase imperceptíveis... Conferências de Cultura de faz de conta, as pessoas militantes da cultura são chamadas a participar de um processo de construção de Projetos de políticas públicas voltadas para a Cultura, mas, muito pouco se avança... infelizmente é a “política do faz de conta”.... uma repetição de erros de governos atuais na trilha de governos anteriores... apenas com uma nova roupagem, mas, as velhas práticas... muito discurso e muito pouca ação... sem falar no excesso de burocracia para se ter acesso aos recursos para viabilizar os Projetos, penso mesmo, que não há disposição verdadeira, para que esses recursos destinados a financiar a arte e a cultura sejam de fato liberados. E não se pode falar o que acontece, só denunciando o descalabro ou mesmo o descaso cometido pelos órgãos da administração pública em todos os níveis de poder, seja municipal, estadual e federal, infelizmente, esta é uma triste realidade, do comodismo latente que paira a sociedade brasileira.


Este abandono e descaso com o alinhavar das instâncias de participação e construção democrática formam buracos enormes, que se tornam intransponíveis à medida que o poder executivo trabalha para criá-los e ocupá-los. E todo o processo de construção das conferências corre o risco de tornar-se mero instrumento de manobra político-eleitoral, ou ainda de referendum daqueles que querem se perpetuar no poder.


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Leonardo Brant, Produtor Cultural, pesquisador e consultor de políticas culturais. Presidente da Brant Associados, autor do livro "O Poder da Cultura", entre outros. Documentarista, diretor de "Te Están Grabando”.

Prosa potética

Prosa Patética

Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido.
As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono.
Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado.
Aquela que fala do namorado com tanta ternura.
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças,
Sempre querendo, querendo.
Me disseram que solidão é sina e é pra sempre.
Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho.
Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região.
No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança
Do hálito quente do outro. A voz, o viço.
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão,
Expulsar de mim essa Nossa Senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. Mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito.
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo,
Onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda.
E mais do que nunca tive inveja.
Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta
Nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado.
E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora.
A mulher que engravida porque gosta de criança.
Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe,
Ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido,
E ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos.
Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo.
Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio.
Clarice diz que sua função é cuidar do mundo.
E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada,
Não tenho bons modos nem berço.
Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito.
O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito?
Eu, cuja única função é lavar palavra suja,
Neste fim de século sem certezas?
Eu quero que a solidão me esqueça.
VIVIANE MOSÉ


É capixaba e vive no Rio desde 1992. É psicóloga e psicanalista, especialista em “Elaboração e implementação de políticas públicas” pela Universidade Federal do Espírito Santo. Mestra e doutora em filosofia pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É autora do livro Stela do Patrocínio -Reino dos bichos e dos animais é o meu nome, publicado pela Azougue Editorial e indicado ao prêmio Jabuti de 2002, na categoria psicologia e educação. Organizou, junto com Chaim Katz e Daniel Kupermam o livro Beleza, feiúra e psicanálise (Contracapa, 2004). Participou da coletânea de artigos filosóficos, Assim Falou Nietzsche (Sette Letras, UFOP, 1999). Publicou em 2005, sua tese de doutorado, Nietzsche e a grande política da linguagem, pela editora Civilização Brasileira. Escreveu e apresentou, em 2005 e 2006, o quadro Ser ou não ser, no Fantástico, onde trazia temas de filosofia para uma linguagem cotidiana.

Como poeta, publicou seu primeiro livro individual em Vitória, ES, Escritos, (Ímã e UFES, 1990). Publicou, no Rio, Toda Palavra, (1997), e Pensamento Chão ( 2001), ambos reeditados pela Record em 2006 e 2007. E Desato (Record, 2006). Participou em 1999 do livro Imagem Escrita (Graal, 1999), coletânea de artistas plásticos e poetas, em parceria com o artista plástico Daniel Senise. É autora dos textos poéticos da personagem Camila no filme Nome Próprio de Murilo Salles, (2008). Tem alguns de seus poemas musicados, é parceira da cantora Mart’nália em duas músicas, “Contradição” e “Você não me balança mais”, que foram gravadas por ela e por Emílio Santiago, em seu último disco.

Proibido som estridento de carro



Proibido som estridente de carro

Existe na resolução 204/06 do Contran (Conselho Nacional de Transito) uma norma que regulamenta a frequência de som produzido por equipamentos em veículos. Medido a meio metro de distancia, por exemplo, o som não pode jamais ultrapassar os 104 decibéis. Mas entre existir a lei e cumpri-la, aqui no nosso Brasil, há um grande abismo que vai desde o aspecto cultural até a falta de punição para aqueles que desobedecem a lei. Aqueles cidadãos, se é que podemos chamá-los assim, acorrentados a sua vaidade pessoal ou por carência afetiva, precisam mostrar ao mundo que tem algo valioso: o som do seu carro. E aí, quanto mais volume, mais eles “se acham”. OS REIS E RAINHAS DO RIDÍCULO...

É realmente uma grande falta de educação, desconhecimento e finalmente descumprimento de mais uma lei brasileira que só fica no papel. Para mim o insuportável mesmo é ter que ouvir tanta musica (será que é musica mesmo ?) de baixa qualidade, sem querer. Dá vontade de chegar para o cara (ou cidadão?) e dizer assim : Oh... IMBECIL dá para abaixar, ou desligar aí esse SEU SOM E SUA MÚSICA RIDÍCULA, eu não sou obrigado a compartilhar do seu mau gosto musical. Mas, já pensou ?... Isso dá até morte. Por conta disso só freqüento ambientes onde a gente pode conversar, bater papo e onde se lê numa placa: “Proibido som de carro”. Provavelmente nunca ouviremos : Heitor-Vila-Lobos, Egberto Gismontti, Bach, Vivaldi, Shoppin entre outros grandes mestres... nesse tipo de som... pois, quem tem educação, bom senso e sensatez vai ouvir MÚSICA com educação e não para afrontar os outros...

Além do mais ... MAU GOSTO NÃO SE DISCUTE... SE LAMENTA, portanto, MEUS PÊSAMES para essa gente com seu MAU GOSTO...

Pessoal por gentileza, LEIAM e DIVULGUEM ESTA MENSAGEM !!!
O BOM SENSO AGRADECE !!!

A dicotomia entre o ser x ter

A dicotomia entre o ser x ter
“ o homem é a medida de todas as coisas”... (Sócrates).*

Considerando-se as condições das sociedades de consumo dirigido, não se pode escapar dos promotores de tais sociedades, fato este, que nos integra num circuito elaborado a nossa revelia. A situação de dominação implícita nesse processo é evidente. O indivíduo desumaniza-se aos olhos de tais promotores e passa a ser visto como entidade econômica, consumidor potencial, cujo poder aquisitivo que o circunda permite-lhe possuir produtos aos quais se habitue e sem os quais não possa sobreviver, uma vez que está literalmente viciado no consumo de mercadorias que o dopam.
Com essa dopagem dilui-se o discernimento, a escolha e a faculdade do livre arbítrio; deste modo, a dominação do espírito humano pretendida pelo discurso-mercadoria serve à ordem dominante, seja ela de que natureza for.
Bombardeados a todo instante por apelos ao consumo, conseqüentemente, somos consumidos pelo desejo de consumir. Persuadidos, já não fazemos uso da faculdade da razão, nos deixando levar por meros anseios. Manipulada nossa vontade, concretizamos nossos sonhos em imagens que nos parecem tão verdadeiras!...
Possuir passa a ser sinônimo de alcançar a felicidade: artefatos e produtos proporcionam o bem-estar do homem, mas, não a felicidade, a felicidade implica em satisfação de outras necessidades, que extrapolam a dialética materialística, envolve outro estado de espírito que envolve necessariamente outros valores. Quais sejam, voltados à virtudes humanas, tais como : honestidade, sinceridade, solidariedade, generosidade, simplicidade, bondade, tranqüilidade, compreensão, amizade, justiça, lealdade, companheirismo... que são muito mais de cunho espiritual e que podem representar um outro tipo ou forma de bem estar e felicidade. Não somos capazes de vislumbrar que sem a auréola que a publicidade lhes confere, seriam apenas bens de consumo; mas mistificados, personalizados, adquirem atributos da condição humana.
Atingindo indivíduos de toda e qualquer classe social, através dos veículos de comunicação de massa, sérias conseqüências são caudadas em nosso modo de pensar e agir tornando-nos alienados, fora de nossa própria realidade, transformando indivíduos em não indivíduos, sem nenhuma consciência crítica, em simples massa de manobra, um batalhão de alienados.
Atuar com discernimento e solidariedade nas situações de consumo e de trabalho, cientes de nossos direitos e responsabilidades, identificando problemas e debatendo coletivamente possíveis soluções; deveriam ser propostas amplamente difundidas no intuito de mudar essa realidade que nos circunda. É preciso, pois, perceber essa situação. Consumir não é um mal em si mesmo. O mal está em sermos usados pelo consumismo. Antes que nos esqueçamos, de que somos gente e de que precisamos de saúde mais do que de dinheiro; de carinho mais do que de sucesso; e de amizade e compreensão muito mais do que de consumir; ou, então, nos perderemos em meio à ilusão de ter e nos esqueceremos de ser.


Portanto, “ a felicidade não está necessariamente no ter, mas no ser. Muitos têm tudo mas, não são felizes, tornam-se escravos daquilo que possuem e perdem as principais virtudes que todos devemos ter”.
“o sol não espera que lhe supliquem derramar a sua luz e o seu calor. Assim, faze o bem que puderes, sem aguardar que te implorem “.
O ser é a base. É onde ficam o país, o estado, a cidade, o bairro, a casa onde você nasceu, o tipo de família que lhe trouxe ao mundo, com raça, origem e categoria social e formou a sua educação, seja doméstica, formal pela escola, professores e colegas, informal ou social e no que o espelho e a sua consciência revelam e se aceita com ou sem questionamentos.
O ter é aquilo que se agregou a você, sejam bens materiais ou a bagagem cultural, intelectual ou científica desenvolvida, a partir dos valores que acredita positivos para a sua existência. O ter é o que você não tinha e acredita possuir, como se seu fosse ou seu é, sendo, mas, que você precisa aprender a discernir muito bem, o que é SER e o TER.
O problema é que, entre o ser e o ter, existe o parecer. Algumas pessoas querem parecer o que não são e o que não têm. É o mundo da aparência, do supérfluo em que uma camisa ou um vestido, por exemplo, é aceita não por sua qualidade intrínseca, mas por ostentar uma marca de alta significação para a imagem de quem usa. Um relógio, dando outro exemplo, deveria servir apenas para ler as horas, mas pode definir uma posição social de quem, diferencialmente, ostenta uma marca famosa. Falo em objetos para não trafegar na senda perigosa da essência, pois aí o terreno é movediço.
A sociedade e, por mais que não queiramos estamos nela envolvidos, cobra o ser, o ter e o parecer. O parecer é o reflexo, a imagem que os outros têm de nós, a partir de juízos de valor falsos ou verdadeiros. É aquilo que pode ser fabricado com “marketing pessoal”e o sair de casa, para mostrar-se ou ser visto, compensa o vazio de não poder ficar consigo mesmo e gostar disso. Algumas pessoas se acreditam ser o que os outros pensam ou dizem delas. Essas pessoas, certamente, ficam à cata do que se chama de validação.A validação é acreditar no que o outro diz para admitir-se ser aquilo. Não pesa, para o validado, a referência própria, aquilo que a sua essência profunda diz, mas o que lhe é soprado ou gritado em seu ouvido ou escrito a seu respeito.
Esse eterno questionamento entre o ser, o ter e o parecer passa, talvez necessariamente, pela maior ou menor capacidade de cada um se auto-avaliar e ver a auto-estima a partir da própria consciência. Mas, descubro ter começado um assunto que não cabe em crônica. Bem apropriado seria em ensaio ou tese para os quais, infelizmente, faltam-me engenho, densidade e tempo. Como disse Chamfort: “há tolices bem vestidas como há tolos bem vestidos”.
Não se pode negar, contudo, uma constante inversão de valores em nossa sociedade, que cada vez mais prima pelo individualismo egoísta, relegando a pessoa humana a um plano secundário, voltada mais para a produção de bens de consumo, os quais são produzidos a baixo custo, pela desvalorização do elemento humano no trabalho, e ofertados com intensa propaganda imbuída de ideologias de classes dominantes, levando a crer que o bem estar material é tudo o que se almeja e pode ser alcançado ao longo de uma existência.

**pesquisa realizada pelo Prof. Dirlêi A Bonfim, Prof. MSc. Benedito Generoso da Costa., Prof. Esp. João Soares Neto e Profa. MSc. Fac. Filosofia, Letras e Ciências Sociais/UFMG.*05/2005* Patrícia Ferreira Bianchini Borges.*



Deste modo, a sociedade se torna um conjunto de indivíduos justapostos uns ao lado dos outros, mas sem laços e compromissos recíprocos, cada qual objetivando suplantar o próximo para fazer valer seus interesses pessoais egoísticos, porquanto a mentalidade prevalecente é a de que o valor do indivíduo está no ter sempre mais e, assim sendo, urge vencer a qualquer preço, ainda que este custe uma vida humana. Numa sociedade forjada nesta mentalidade, o Estado acaba por ser instrumentalizado a favor das elites e passa a deter poderes para dispor da vida dos indefesos – Estado instituído para protegê-los – desde a criança ainda não nascida até ao frágil idoso, tudo em nome da modernidade e do progresso econômico e social, quando na verdade está cumprindo um papel subserviente a serviço de uns poucos privilegiados. Neste contexto, não é de estranhar que a vida humana passa a ter pouco valor, ou é considerada como mais um bem do qual se pode dispor a bel prazer, não passando de uma mera coisa negociável, que o indivíduo reivindica como sua propriedade exclusiva e que pode plenamente dominar e manipular à vontade. Por estar imerso num turbilhão de informações e de afirmações as mais extravagantes e contraditórias, o homem fica confuso, sem saber a quem dar ouvidos, e esta incerteza o torna não raro mero espectador dos fatos e, mais que isso, presa fácil dos manipuladores da consciência e conduta alheias, ignorando que em sua própria omissão é ele também o responsável por esse estado caótico.
Deste quadro turbulento, emerge um ser humano angustiado, sentindo-se impotente diante da situação com a qual se depara e não concorda, por ser contrária às suas aspirações vitais, mas que lhe parece lógica, já que não raro tem o respaldo do sistema legal vigente.
Num contexto social desta natureza entende-se perfeitamente, embora nada o justifique, o porquê, sendo a vida um bem de valor incalculável, sofre ela ameaças de toda sorte, e que acabam-se concretizando de várias formas, uma vez que o homem moderno muitas vezes se depara com situações dramáticas que o empurram para um dilema em que as escolhas se dão em prol de interesses imediatos e puramente materiais.
Sob esse enfoque, é compreensível, embora nada possa justificar, porque o valor da vida acaba em parte sendo ofuscado em nome de outros interesses de cunho duvidoso, tal como uma liberdade individual ilimitada e sem precedentes, desviando-se as atenções do fato de estar em jogo o direito à existência de um ser humano, idolatrando-se o ter sempre mais em detrimento da realização deste como pessoa.
Vislumbra-se na cultura democrática moderna a opinião amplamente generalizada, segundo a qual o ordenamento jurídico haveria de limitar-se a registrar e acolher as convicções pessoais e as convenções sociais, por mais esdrúxulas que sejam, reconhecendo que, dentre todos os direitos assegurados pelo sistema, também o direito de eliminar a vida imprestável aos interesses consumistas da sociedade deve ser reconhecido democraticamente pelo Estado.
Tudo isso, entretanto, costuma ocorrer dissimuladamente, aparentando o maior respeito pela legalidade, ao menos quando as leis legitimadoras dos atentados contra a vida são votadas segundo os princípios democráticos, como, aliás, é a praxe, porém tudo não passa de mera aparência de legitimidade, enquanto que o ideal democrático e o Estado de Direito vão sendo, aos poucos, solapados nas próprias bases.


Animador, entretanto, é constatar que diante das ousadas legislações permissivas à eliminação de vidas consideradas inúteis ou imprestáveis, surgiram no mundo todo movimentos e iniciativas de sensibilização social em prol da dignidade e respeito humanos que, agindo com firmeza e sem recorrer à violência, vêm despertando uma tomada de consciência com decisivo empenho em defesa da vida.
A vida é sempre um bem, o que se constata até intuitivamente como que um dado positivo da experiência, cuja razão profunda está na própria natureza do ser humano, fazendo-se mister uma profunda reflexão sobre esse direito superior, concomitantemente com um sério questionamento da atual mentalidade anti-vida, resultando numa nova e salutar tomada de consciência, individual e coletiva, capaz de recolocar a vida e o direito a ela inerente, num patamar inatingível por quaisquer formas de ameaças.
O nosso corre-corre não nos deixa parar para perceber se o que já temos já não é o suficiente para nossa vida.
Nos preocupamos tanto em TER.
Ter isso, ter aquilo, comprar isso, comprar aquilo
Os anos passam, e quando nos damos conta, esquecemos do mais importante :
Viver e ser feliz .
“ o meu coração me diz, fundamental é ser FELIZ ”. (G.Azevedo).
Às vezes, para ser feliz, não precisamos de tanto TER.
Podemos nos dar conta que o mais importante na vida é SER.
Esse ser, tão esquecido, muitas vezes não é difícil de se realizar.
As pessoas precisam parar de correr atrás do TER e começar a correr atrás do SER:
Ser amado,
Ser gente...
Tenho certeza de que, quando SOMOS, somos muito mais felizes do que quando TEMOS.
O SER leva uma vida toda para se conseguir, e o TER, muitas vezes conseguimos logo.
Só que o SER não acaba e nem se perde, mas o TER pode terminar inesperadamente.
O SER, uma vez conseguido, é eterno e o TER é passageiro e, mesmo que dure muito tempo, pode não trazer a FELICIDADE.
Tente SER e não TER e você sentirá uma felicidade sem preço!
Ser feliz!

Pesquisa realizada do Prof. Dirlêi A Bonfim, Prof. MSc. Benedito Generoso da Costa., Prof. Esp. João Soares Neto e Profa. MSc. Fac. Filosofia, Letras e Ciências Sociais/UFMG.*05/2005* Patrícia Ferreira Bianchini Borges.*

Conquista (s) de tantos anos




Amanhece a cidade
E o sol de tão quente vem azul
Meninos voam, são pássaros.
Que pousam na relva da manhã
O juiz desceu há tempo
E o taxista ansioso também
Abrem-se o comércio e os serviços
E as descobertas que céleres vem
Quem é quem na cidade
O gentio já sabe bem falta
resolver apenas a água
Pro consumo imediato de alguém
Uns sobem outros descem
Fluxo contínuo - trabalhar
Nessa mecânica do vai-e-vem
A gente se perde, tem hora.
De reconhecer o que há
De tanto movimentar
São diversas Conquistas agora
Todas dentro de uma só
Bem diferente de outrora
Quando era um cafundó
Bá Jurema, Zé Garanto
E o Alto do Migdônio
Todas as ruas estão juntas
Pro abraço do minuano
O vento frio da Granja e
o quente da rua central
São coriscos, trovões e raios
Que dissolvem como a água
derretendo sobre o sal
Sinhô discute com Zoinho
Se fulano sai deputado
Essa é a última chance
“Senão fica sem mandato”
Alameda Lima Guerra
Ronaldo Pinto da Cipreste
Paulo Cutú e Albano
Falando de chuva agreste
“Que cai no fim do ano
como só cai no nordeste”
Mais abaixo a Praça cheia
Discute o transe do próximo dia
Que será como o de antes
Sem nenhuma engenharia
Assim corre esta cidade
Antes Vila Imperial
De antanho João Gonçalves
Até Guilherme atual
Buscando lugar de honra
No Olimpo, torrão geral
Assim anda esta cidade
Longa marcha imperial
Triunfa no crescimento,
sua história natural.

Para o aniversário de Vitória da Conquista
em 09 de novembro de 2009.


Por Paulo Pires
Foto: Diogo Cardoso - Vista Panorâmica da cidade,
tendo em primeiro plano a Faculdade FAINOR.

UM ALERTA PARA OS PAIS

Palestra do Içami Tiba em Curitiba:
QUE BELA AJUDA.Vale mais do que um livro.

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.
2. O quarto n ão é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar alguém com internet, som, tv, etc.
3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.
4. Confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.
5. Informação é diferente de conhecimento. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.
6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai disse que não ganhará doce, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinquente. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.
7. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.
8. Temos que produzir o máximo que podemos, pois na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio. Não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.
9. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconsequente, pois aquela informação, de que droga faz mal, não está gerando conhecimento.
10. A gravidez é um sucesso biológico, e um fracasso sob o ponto de vista sexual.
11. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para da droga fazer uso. A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.
12. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.
13. Homem não gosta quando a mulher vem perguntar: 'E aí, como foi o seu dia?'. O dia, para o homem, já foi, e ele só falará se tiver alguma coisa relevante. Não quer relembrar todos os fatos do dia...
14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.
15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo.
16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se desistir ou for mal na faculdade.
17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca...
18. Mães, muitas são loucas. Devem ser tratadas. (palavras dele). 19. Se a mãe engolir sapos do filho, a sociedade terá que engolir os dele.
20. Videogames são um perigo. Os pais têm que explicar como é a realidade. Na vida real, não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reencarnar. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.
21. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.
22. Pai não pode explorar o filho por uma inabilidade que o próprio pai tenha. 'Filho, digite tudo isso aqui pra mim porque não sei ligar o computador'. O filho tem que ensiná-lo para aprender a ser líder. Se o filho ensina o líder (pai), então ele também será um líder. Pai tem que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível o pai pagar para falar com o filho que mora longe.
23. O erro mais frequente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. Não há hierarquia. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.
24. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.
25. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que saber qual é o consumo (KWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto que isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.
26. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Tem que controlar e ensinar a gastar.
Palestra ministrada pelo Dr. Içami Tiba, Psiquiatra, em Curitiba, 23/07/08. Médico pela Faculdade de Medicina da USP. Psiquiatra pelo Hospital das Clínicas da FMUSP.. Professor-Supervisor de Psicodrama de Adolescentes pela Federação Brasileira de Psicodrama. Membro da Equipe Técnica da Associação Parceria Contra Drogas - APCD. Membro Eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy. Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de diversos cursos e workshops no Brasil e no Exterior. Criou a Teoria Integração Relacional, na qual se baseiam suas consultas, workshops, palestras, livros e vídeos. Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional

1º- lugar: Sigmund Freud;

2º- lugar: Gustav Jung;

3º- lugar: Içami Tiba.

O MITO DA CAVERNA DE PLATÃO


O MITO DA CAVERNA DE PLATÃO

Platão nos conta uma parábola que ilustra bem esta reflexão. Nós a conhecemos por Alegoria da Caverna. Vou conta-lá com minhas próprias palavras. Imagine um grupo de pessoas que habitam o interior de uma caverna subterrânea. Elas estão de costas para a entrada. Da caverna e acorrentadas no pescoço e nos pés, de sorte que tudo o que vêem é a parede da caverna. Atrás delas ergue-se um muro alto e por trás desse muro passam figuras de formas humanas sustentando outras figuras que se elevam para além da borda do muro. Como há uma fogueira queimando atrás dessas figuras, elas projetam sombras bruxuleantes na parede da caverna. Assim, a única coisa que as pessoas da caverna podem ver é este ‘teatro de sombras’. E como essas pessoas estão ali desde que nasceram, elas acham que as sombras que vêem são a única coisa que existe. Imagine agora que um desses habitantes da caverna consiga se libertar daquela prisão. Primeiramente ele se pergunta de onde vêm aquelas sombras projetadas na parede da caverna. Depois consegue se libertar dos grilhões que o prendem. O que você acha que acontece quando ele se virá para as figuras que se elevam para além da borda do muro? Primeiro, a luz é tão intensa que ele não consegue enxergar nada. Depois, a precisão dos contornos, das figuras, de que ele até então só vira as sombras, ofusca a sua visão. Se ele conseguir escalar o muro passar pelo fogo para poder sair da caverna, terá mais dificuldade para enxergar devido a abundância de luz. Mas depois de esfregar os olhos, ele verá como tudo é bonito. Pela primeira vez verá cores e contornos precisos; verá animais e flores de verdade, de que as figuras na parede da caverna não passavam de imitações baratas. Suponhamos, então, que ele comece a se perguntar de onde vêm os animais e as flores. Ele vê o sol brilhando no céu e entende que o sol dá vida às flores e aos animais da natureza, assim como também era graças ao fogo da caverna que ele podia ver as sombras refletidas na parede. Agora, o feliz habitante das cavernas pode andar livremente pela natureza, desfrutando da liberdade que acabará de conquistar. Mas as outras pessoas que ainda continuam lá dentro da caverna não lhe saem da cabeça. E por isso ele decide voltar. Assim que chega lá, ele tenta explicar aos outros que as sombras na parede não passam de tremulas imitações da realidade. Mas ninguém acredita nele. As pessoas apontam para a parede da caverna e dizem que tudo o que vêem é tudo o que existe. Por fim acabam matando-º

ALGUMAS QUESTÕES : ENTRE O CONHECER E A IGNORÂNCIA.

1) QUE RELAÇÃO HÁ ENTRE A VISÃO FECHADA DO MUNDO E AS POSSIBILIDADES QUE O CONHECIMENTO NOS REVELA ?
2) PORQUE PLATÃO PROPÕE O DESNUDAR DAS CORTINAS E A BUSCA DO SABER, AINDA QUE TENHA QUE ENFRENTAR TODOS OS PERIGOS DA DESCOBERTA ?
3) VALE A PENA CORRER OS RISCOS NA BUSCA DO PROCESSO CIVILIZATÓRIO, QUE ENVOLVE A EDUCAÇÃO, A ARTE A CULTURA OS VALORES ÉTICOS ?

Por fim, acabam matando-o." GAARDEER, Jostein. O Mundo de Sofia - p. 104-5.
Quando não me perguntam o que é o tempo, eu o sei; mas se perguntam, não o sei!
Santo Agostinho, Confissões, Livro X.

Pesquisa realizada pelo Prof. Dirlêi A Bonfim. Intr. a Filosofia e a Sociologia, Colégio Polivalente/2008.*

ÉTICA e AMBIÇÃO

ÉTICA e AMBIÇÃO.
Ambição é tudo o que você pretende fazer na vida. São seus objetivos, seus sonhos, suas resoluções para o novo milênio. As pessoas costumam ter como ambição ganhar muito dinheiro, casar com uma moça ou um moço bonito ou viajar pelo mundo afora. A mais pobre das ambições é querer ganhar muito dinheiro, porque dinheiro por si só não é objetivo: é um meio para alcançar sua verdadeira ambição, como viajar pelo mundo. No fim da viagem você estará de volta à estaca zero quanto ao dinheiro, mas terá cumprido sua ambição.

As pessoas mais infelizes que eu conheço são as mais ricas. Quanto mais rico, mais infeliz. Nunca me esqueço de um comentário de uma copeira, na casa de um empresário arquimilionário, que cochichava para a cozinheira: "Todas as festas de rico são tão chatas como esta?" "Sim, todas, sem exceção", foi a resposta da cozinheira. De fato, ninguém estava cantando em volta de um violão. Os homens estavam em pé numa roda falando de dinheiro, e as mulheres numa outra roda conversavam sobre não sei o que, porque eu sempre fico preso na roda dos homens falando de dinheiro.

Não há nada de errado em ser ambicioso na vida, muito menos em ter "grandes" ambições. As pessoas mais ambiciosas que conheço não são os ponto.com que querem fazer um IPO (sigla de oferta pública inicial de ações) em Nova York. São os líderes de entidades beneficentes do Brasil, que querem "acabar com a pobreza do mundo" ou "eliminar a corrupção do Brasil". Esses, sim, são projetos ambiciosos. Já ética são os limites que você se impõe na busca de sua ambição. É tudo que você não quer fazer na luta para conseguir realizar seus objetivos. Como não roubar, mentir ou pisar nos outros para atingir sua ambição. A maioria dos pais se preocupa bastante quando os filhos não mostram ambição, mas nem todos se preocupam quando os filhos quebram a ética.

Se o filho colou na prova, não importa, desde que tenha passado de ano, o objetivo maior. Algumas escolas estão ensinando aos nossos filhos que ética é ajudar os outros. Isso, porém, não é ética, é ambição. Ajudar os outros deveria ser um objetivo de vida, a ambição de todos, ou pelo menos da maioria. Aprendemos a não falar em sala de aula, a não perturbar a classe, mas pouco sobre ética. Não conheço ninguém que tenha sido expulso da faculdade por ter colado do colega. "Ajudar" os outros, e nossos colegas, faz parte de nossa "ética". Agir sempre em qualquer situação com correção e dignidade, já é um bom caminho para o ser “ético “.

Não colar dos outros, infelizmente, não faz. O problema do mundo é que normalmente decidimos nossa ambição antes de nossa ética, quando o certo seria o contrário. Por quê? Dependendo da ambição, torna-se difícil impor uma ética que frustrará nossos(vossos) objetivos. Quando percebemos que não conseguiremos alcançar nossos objetivos, a tendência é reduzir o rigor ético, e não reduzir a ambição. Monica Levinski, uma insignificante estagiária na Casa Branca, colocou a ambição na frente da ética, e tirou o Partido Democrata do poder, numa eleição praticamente ganha, entre outras, pelo enorme sucesso da economia na sua gestão.

Definir cedo o comportamento ético pode ser a tarefa mais importante da vida, especialmente se você pretende ser um estagiário. Nunca me esqueço de um almoço, há 25 anos, com um importante empresário do setor eletrônico. Ele começou a chorar no meio do almoço, algo incomum entre empresários, e eu não conseguia imaginar o que eu havia dito de errado.

O caso, na realidade, era pessoal: sua filha se casaria no dia seguinte, e ele se dera conta de que não a conhecia, praticamente. Aquele choro me marcou profundamente e se tornou logo cedo parte da ética na minha vida: nunca colocar minha ambição na frente da minha família. Defina sua ética quanto antes possível. A ambição não pode antecedê-la, é ela que tem de preceder à sua ambição. Artigo (Prof. Doutor Stephen Kanitz).

pesquisa realizada pelo Prof. Dirlêi A Bonfim.Cursos de ADM/CONTÁBEIS/FAINOR.*

Publicado Revista Veja edição n.º. 1684 de 24 de janeiro de 2001.*

Geografia & Poesia



Geografia & Poesia



Milton Santos, combatente intelectual



Tive a distinção e o prazer de privar da amizade do professor Milton Santos. Não vou descrever aqui suas qualidades como pensador original, criador de uma nova Geografia centrada no espaço e território usado. Conheci pouco o professor de Geografia, mas desfrutei em várias ocasiões do convívio deste grande combatente da cidadania plena. Defendia a causa dos excluídos com veemência, embora visse a militância com reservas, por uma postura sartreana, de independência total, que todo intelectual deve ter. Mas alertava: "O fato de ser negro e a exclusão correspondente acabam por me conduzir a uma condição de permanente vigília" (Revista Adusp 19, junho de 1999).

E foi nessa vigília constante que nos reunimos, lá nos meados dos anos 90, na busca de uma saída para o processo que a USP movia contra Fernando Conceição, também baiano, como o professor Milton, aluno do Mestrado da ECA, preso quando pichava paredes da USP clamando por vagas para os negros. Bem humorado, sempre com um sorriso franco, o professor Milton assumia a defesa do gesto militante do aluno. Para sua tristeza, apesar de seus esforços e de outros professores que se somaram à luta, o aluno acabou sendo condenado a pagar uma indenização à USP para cobrir os gastos de reparação da pintura das paredes. Seu amor à docência e à pesquisa se diferenciava em cada gesto, em cada iniciativa que tomava com os seus alunos e orientandos. Pouco antes de receber o título de Professor-Emérito, que lhe foi atribuído pela Congregação da Faculdade de Filosofia da USP, conversamos por um bom momento. Ele estava feliz pela homenagem, porém contrariado pelo que chamava de excludência compulsória, após ter completado os 70 anos de idade. Lembro-me de que isto o marcou indelevelmente, pois queria continuar na docência plena, porque achava que ainda tinha muita disposição para continuar o seu trabalho. E, nessa circunstância, a aposentadoria compulsória não deveria ser aplicada ao professor.

Em 1998, um mês depois da eclosão da guerra civil em Guiné-Bissau, fomos procurados por vários alunos bolsistas daquele país, que, de repente, viram-se sem recursos para continuar seus estudos. Novamente recorremos à força de Milton Santos e organizamos um ato expressivo, no auditório da Geografia. Sua intervenção foi decisiva para que a CCint ouvisse os bolsistas com dificuldades, proporcionando-lhes alguma ajuda, enquanto perdurou o conflito.

Outro grande momento do professor militante que eu conheci, sem nunca ter assumido a militância (talvez o niilismo sartreano o explicasse), foi quando lhe telefonei para compor a comissão dos professores notáveis, para superarmos o impasse a que havia chegado a greve dos docentes, funcionários e alunos da USP, da Unesp e da Unicamp, em junho do ano passado. Embora sentindo o peso da doença que lhe acometia, disse que atenderia um pedido meu. Procurei deixá-lo à vontade, mas acho que, no fundo, o jovem jornalista que ele havia sido na Bahia, às vezes, falava mais alto do que o geógrafo. Pediu-me que lhe munisse de dados sobre o movimento. Conversamos durante quase duas horas, em sua casa e, à noite, apesar do frio, lá estava ele lutando para que a greve fosse vitoriosa. Do professor e amigo, que resistia à doença com um humor peculiar, só ouvi uma reclamação: a indignação que ele sentia por ter que comprovar a cada novo ano, junto à Diretoria de Pessoal da USP, que ainda estava vivo, exigência que ela faz a todo aposentado.

No domingo, dia 24, com pesar, perdíamos o geógrafo criador, o amigo combatente e o grande defensor dos excluídos.

Por Jair Borin (ECA)



ACADEMIA DO PAPO



Blogueiros: tribunos internautas

Uma das coisas saudáveis que está acontecendo em Conquista neste ano de 2008 é o interesse das pessoas discutindo aspectos de nossa administração municipal e, por conseguinte de nossa cidadania. Todo mundo que mora aqui sabe que a Tribuna de Discussão político-sócio-administrativa da cidade é a Praça Barão do Rio Branco. É ali que parte significativa dos nossos mais experientes cidadãos discute os rumos da cidade. É bem verdade que os resultados das discussões nem sempre são avaliados quanto à materialização de propostas. Mas tudo bem. Pelo menos os nossos administradores mais diretos (Prefeito, secretários e coordenadores municipais) ficam sabendo que os seus procedimentos estão sendo analisados pelas Comissões de Notáveis instaladas naquela Praça e que aqueles senhores o fazem abertamente e de forma desideologizada (em alguns casos) sem remuneração e designação oficial.

Além da Praça, surgiu agora nessa primeira década do século XXI, outro meio de informação bastante utilizado pelos nossos cidadãos: O BLOG. Conquista tem hoje o Blog de Herzem, o de Anderson, o de Paulo Nunes, o de Marcelo, o do MFC, o de Eduardo Moraes, o de Nildo Freitas, o Núcleo Universitário e outros sites que promovem um constante e acalorado debate sobre os rumos de nossa cidade. Nossos blogs, geralmente muito bem desenvolvidos pelos webmasters trazem notícias instantâneas sobre a cidade e o Brasil que geralmente se tornam motivos de boas discussões. Posso dizer que em alguns casos a coisa resvala para o ataque e a defesa de bandeiras partidárias, mas tudo acaba bem ao final.

Como sou leitor do que se escreve em portas de banheiros, admito ser um curioso leitor de pendengas em blogs. As coisas funcionam praticamente do mesmo modo. Um sujeito faz uma crítica a um evento ou pessoa e imediatamente aparece alguém fazendo a defesa. Em seguida um terceiro interfere (como fez Chateaubriand na briga de José Veríssimo com Silvio Romero) e aí a coisa rola com mais participações de quem é a favor ou contra a crítica. O pau rola, mas tudo acaba com uma das partes dizendo que a outra não passa de uma ressentida e que é a inveja que está movendo a sua crítica. O atacado diz que está tranqüilo e o outro ou a outra pessoa é que é puxa saco de “A” ou de “B” por isso o defende. Como se dizia nos anos 70: é o maior barato! Prá ser sincero, acho que estou ficando viciado na leitura dos bate-bocas dos internautas.

Lamentamos apenas que algumas dessas pessoas não usem os nomes autênticos. São os famosos fakes, como dizem os ingleses. Mas sendo falso ou verdadeiro vou mencionar alguns que mais entusiasmam o debate. O primeiro deles é o Rafael Nunes, que pelas informações que tenho, dizem se tratar do filho caçula do nosso amigo José William. O Rafael é um ferrenho combatente dos críticos do seu Pai. Ele parece que já acorda cedo procurando saber “quem é o safado que está falando mal de Papai”. Com toda sinceridade: confesso que dou toda a razão a ele. Quem é que gosta ver o pai sendo achincalhado? Só se o sujeito não tiver amor à Família. Por isso gosto do Rafael. Se falarem mal do seu Pai, ele senta o cacete no detrator e não tem conversa. É isso aí Rafael, defenda seu Pai.

Outro que aparece dando sua contribuição diária é o José Valente. Esse é danado. Mete o pau em tudo que considera errado. E faz excelentes observações sobre o nosso cotidiano. Seja no campo político, no administrativo e/ou no social. O homem não tem pena do que vê de errado. Em alguns casos chega a ser um pouco agressivo, mas não podemos deixar de reconhecer sua coerência e sua base intelectual para avaliar nossa realidade. A última crítica feita foi enviada diretamente a mim. Chamou-me a atenção para aspectos de nossa sociedade periférica e dos nossos apenados no Presídio e cárceres locais. Realmente o Valente tem toda a razão. São temas que merecem uma apreciação e um tratamento mais respeitosos por parte de todos os cidadãos. Principalmente dos gestores públicos (Executivo e Judiciário).

Mas a lista dos Blogueiros-Tribunos não pára por aí. Temos Francisca que parece ser contra a administração atual. Temos a Bea que não alivia ninguém. Tem o Mário que todo dia manda seus torpedos. J. Dean também é muito constante nos blogs. Tem uma guerreira chamada Jéssica Camargo (que defende seus pontos de vista parecendo o Rafael defendendo o Pai). Tem o Antônio Fernandes que apesar de ter um dos sobrenomes de Pedral é um defensor ardoroso da administração atual. Por último – dentre tantos não citados - tem o Sérgio Lima que parece não gostar de muitas pessoas da Câmara de Vereadores (especialmente Lígia Matos e Zé William). Em relação a este último, Sérgio só o trata pelo nome de Zé Bruto (dando oportunidade para Rafael, herdeiro político de Zé, sentar a pua nele). Leiam e ouçam os recados dos Blogs. É o maior barato. Um abraço cordial e até a próxima.



Paulo Pires
Professor UESB-FAINOR.

Faça uma gentileza a você e ao seu intelecto.






Desligue o televisor!

Faça uma gentileza a você

e ao seu intelecto.



Magnífico o professor Sodré ! Infelizmente, a grande maioria da nossa gente não sabe identificar o que é lixo e o que é útil, por uma grande falha no sistema educacional. Quem só teve enlatados estragados para consumir não sabe apreciar coisa melhor; não pode apurar seu paladar. Assim acontece em relação aos programas de televisão. Além do mercantilismo, existe a falta de criatividade e o total descompromisso com a cultura. Até a nossa música foi banalizada. São sempre os mesmos cantores, os mesmos requebros, os mesmos ritmos, os mesmos chavões... Onde estão Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, João Bosco, Nana Caymmi, Leila Pinheiro, Milton Nascimento, Djavan, Paulinho da Viola, Emílio Santiago? Onde os teatros de Sérgio, de Fernanda? A banalização, a erotização, a baixaria, a violência, a farsa são os ingredientes utilizados sem qualquer escrúpulo, sem respeito, em diversos programas de televisão. “ Show “ ? ? ? O que se pode denominar de Show, de horrores, baixaria, falta de educação, de postura, de nível, algumas modelos semi-analfabetas, dando aulas de erotismo, sexo e droga, enfim, falta tudo na Televisão, sobra mediocridades, com muito poucas e raríssimas exceções, os Telejornais, um flash aqui e ali de alguma coisa que importa, no mais, 92,5% da Programação da TV/Brasileira, é de muito mal gosto, em todos os canais, especialmente naqueles que detém o maior percentual de audiência. Diante disso, e porque todos acham que tudo podem, só nos resta uma escolha: desligar o televisor!


Faça uma grande escolha troque a mediocridade da Programação da TV/brasileira, pelos LIVROS, UMA BOA LEITURA, BONS FILMES, BOA MÚSICA !!! Esta é a escolha correta !!!
Dirlêi Bonfim
REALITY SHOWS Metafísica da imagem e os chavões da decadência
Filipe Ceppas (*)


O que parece ser a decadência da cultura é o seu puro caminhar em direção a si mesma. Um Show de horrores... de MAL GOSTO, aliás de péssimo gosto é tudo de tão mal gosto que nos angustia e nos assusta todo ESSE LIXO CULTURAL... levado a cena cotidianamente na TV/brasileira... é uma TRISTEZA ...


T.W. Adorno
Sartre assim inicia o seu clássico ensaio A imaginação: "Olho esta folha branca posta sobre minha mesa: percebo sua forma, sua cor, sua posição. (...) De nada serve discutir se esta folha se reduz a um conjunto de representações ou se é ou deve ser mais do que isso. O certo é que o branco que constato não pode ser produzido por minha espontaneidade." Para tentar entender o reality show, pode-se iniciar seguindo os passos preliminares da análise sartreana. Você olha para a tela escura da TV, aperta o power e lá estão eles, os participantes dos reality shows. Você não sabe se eles se reduzem a um mero conjunto de representações ou se devem ser mais do que isso.

Tal como os personagens das novelas, eles têm seu comportamento mediado por uma dinâmica que obedece aos índices, espontâneos ou não, de audiência, o que não quer dizer que sejam sempre previsíveis. Mas podemos prever que, entre quatro paredes ou em acampamentos no limite, quanto mais o tempo passa mais e mais cada participante constata na pele que o inferno são os outros. Muitos críticos, por sua vez, acham que o inferno é a fonte de mediocridade que alimenta esse laboratório pseudo-existencialista. O que essa condenação superficial deixa de lado é a simples compreensão do caráter aparentemente supérfluo do acontecimento, enquanto epifenômeno da geração autônoma de novas formas de legitimação de uma ordem social que, paradoxalmente, há muito sequer tem, verdadeiramente, necessidade de ser legitimada.

Foco na cópia da coisa


Em comparação com a folha em branco que Sartre observa, a inércia do reality show, sua dinâmica autônoma e chinfrim, escapa a uma consciência que pretende reconhecer nela apenas a crise pressuposta em tudo o que vê. Sobre a folha já em parte preenchida, Sartre continua a escrever: "É, com efeito, na medida em que são inertes que as coisas escapam ao domínio da consciência; é sua inércia que as salvaguarda e que conserva sua autonomia." O reality show é um experimento humano em que nos deparamos com muita banalidade e mediocridade, é verdade, mas seu sentido inercial global é um pouco mais complexo do que o da folha de papel onde o crítico midiático transforma tudo numa crise que já conhecemos de cor. Para começar, seria preciso desconfiar das reações indignadas à mais recente versão do reality show entre nós, o Big Brother Brasil (BBB),BIG BESTEIROL BRASIL... programa incomensuravelmente agressivo e estúpido que juntamente com outros de pegadinhas e humilhações consentidas, como os de João Kleber (Rede TV) e Sérgio Malandro (Gazeta), ou mesmo tão estúpido quanto Xou da Xuxa , Gugu e Faustão, um verdadeiro time de horrores, é a competição do quanto pior, melhor, para eles é claro, pior para a população cada vez, mais alienada, mais inconsciente e colaborando com este estado deplorável de coisas medíocres. Essa desproporção da crítica fortalece a desconfiança de que a indignação bem pensante faz parte do jogo.

Um crítico, por exemplo, chamou a atenção para o fato de que todos os participantes do BBB, de um modo ou de outro, são profissionais da imagem – como se a homogeneidade artística e corpulenta imposta pela produção do programa reduzisse tudo a uma busca por audiência, o que seria ao menos explícito na Casa dos artistas ou a FAZENDA do SBT. E como se não o fosse, desde sempre, também na Globo. Qual a novidade? Qual propaganda não é, em certa medida, sempre enganosa? Cabe citar Sartre, mais uma vez: "Uma coisa (...) é apreender imediatamente uma imagem como imagem, outra formar pensamentos sobre a natureza das imagens em geral." Para formá-los, e elaborar uma crítica à imagética global, seria preciso "... sujeitar-se rigorosamente a nada avançar a respeito dela que não tivesse sua fonte diretamente numa experiência reflexiva". E, para forçar ainda mais a apropriação da letra sartreana, "é preciso sobretudo que nos desembaracemos do hábito quase invencível de constituir todos os modos de existência segundo o tipo da existência física".
O crítico, em sua defesa pouco refletida, diria que as observações sobre a mediocridade dos seres sarados não revelam preconceito e limitação que imputam fixidez a uma imagem; que tal mediocridade é, antes, inerente ao esforço de bambans e pedritas reais por se apresentarem ao mundo, de modo infantil e iletrado, como imagens à venda, em troca de 500 mil e outros ganhos laterais no universo trash da fama. Mas o que está em questão, além da justificação dos meios pelo prêmio e do próprio prêmio, é precisamente essa estrutura da percepção da imagem como cópia da coisa, ponto de partida para o crítico só enxergar naquilo que critica derivações de um culto à imagem que degenera a sociedade.

Pouco além da pobreza

A metafísica ingênua da imagem consiste, como bem a definiu Sartre, em "fazer da imagem uma cópia da coisa, existindo ela mesma como uma coisa". Ao fazê-lo, logo se lhe acrescenta um estatuto de inferioridade: "... Pelo fato de ser imagem, recebe uma espécie de inferioridade metafísica com relação à coisa que representa. Em uma palavra, a imagem é uma coisa menor." Mesmo que filiados a essa tradição da metafísica ingênua, seríamos obrigados a ponderar que, no mercado, algumas cópias valem mais do que seu "modelo real"; que a imagem da Xaiane-Pedrita vale mais do que qualquer parâmetro de civilidade que a moça pudesse exibir a milhões de telespectadores. Mas isso nós já sabemos muito bem, e o que não pode deixar de escapar a essa abordagem ingênua da imagem-cópia é o que explicaria a ponderação, a total inversão de perspectiva, que o investimento na imagem ajuda a modelar e a esconder: precisamente a determinação de seu reinado desejante como modelo do suposto real.
É sintomático, portanto, que, após meio século de subversão do estatuto epistemológico e ontológico da imagem (onde Sartre, Deleuze e Virilio, por exemplo, se destacam), a crítica midiática, na qual se incluem alguns intelectuais habitués da imprensa, continue, em grande medida, cultuando essa metafísica ingênua. Primeiro sintoma, o da impotência: discurso que pouco esclarece e irrelevante para as decisões das empresas e o gosto do público. Segundo sintoma, o da prepotência: ensaística que não presta contas a ninguém e faz pouco da teoria, em nome do bom entendimento do público, é claro. Terceiro sintoma, o da sujeição, que já Adorno havia muito bem caracterizado em 1949, ao tratar da crítica cultural: "A insuficiência do sujeito que pretende, em sua contingência e limitação, julgar a violência do existente" e que "...torna-se insuportável quando o próprio sujeito é mediado até a sua composição mais íntima pelo conceito ao qual se contrapõe como se fosse independente e soberano".

O surgimento da febre do reality show em todo o mundo traduz um esgotamento das fórmulas televisivas tradicionais na busca por audiência, mesmo aquelas que, segundo critérios cultos ou pseudo-acadêmicos, cairiam sob a qualificação de "baixo nível". É grande a tendência a aceitar, aqui, explicações psicológicas secundárias. Mas assim como estas não dão conta do estatuto sempre problemático da ficção, elas têm igualmente limites no que se refere ao consumo de massa das narrativas e interações midiáticas. Constata-se, por exemplo, que o desejo de ver as coisas levadas ao extremo, em contexto onde, supostamente, a intimidade dos outros está em questão, deve se contentar com muito menos. Ora, a descrição-explicação desse desejo, de sua realização e suas frustrações, no consumo pseudo-interativo do show midiático, será forçosamente uma parte menos escandalosa da explicação para o porquê de a mesma tendência se impor em todo lugar. Seja no esporte ou na política, a pureza na liberação da adrenalina é a simulação do irremediável: quando, no body jump, o corpo encena seu esborrachamento final, ou quando, na política, a explicitação da violência vem bagunçar nossa percepção distanciada e conformista.

Assim, a potência da explicação psicossocial do reality show está na sua impotência, isto é, ao revelar o que resta para ser explicado. Com relação à expectativa do confronto, podemos entender por que, seja o que for que tenha a ver com tipos psicológicos de um contexto cultural qualquer, nada de importante aí apareça. Que o "barraco" nos programas brasileiros, por exemplo, não chegue a níveis intoleráveis e antes desmorone em meio a uma tempestade de banalidades significa simplesmente que os produtores armam, de antemão, uma miríade de pequenas regras para evitar o pior, que os participantes já as têm introjetadas, ou ambos. Mas a aceitação da banalidade e da monotonia, por parte do público, pode ser parcialmente explicada por um mecanismo de reforçamento da ideologia do brasileiro no fundo sempre boa praça, cuja negação evidente é reforçada pelo sadismo da própria expectativa dos telespectadores, satisfeita quando vêem os participantes numa situação constrangedora e humilhante – realidade dolorosa que estes mal conseguem disfarçar: a consciência contratual estampada na conduta profissional que a artificialidade do comportamento aparentemente despojado revela. Por tudo isso, antes de culpar os participantes pelo vocabulário empobrecido para lidar com tal situação, o crítico deve reconhecer que não vai muito além com seus chavões da decadência.


Páginas que valem milhões

Prato cheio para análises psicológicas de segunda categoria sobre o voyeurismo amador, a monotonia do reality show é uma oportunidade única para a crítica cultural poder justificar seu voyeurismo profissional, ou seu distanciamento bem comportado a tudo que seja "de baixo nível". Se ela quer, muito sinceramente, elucidar e ajudar a superar o parasitismo cultural daquilo que alimenta a mediocridade e dela sobrevive, poderia começar por desarmar as falsas polêmicas, que são a condição necessária desses programas "de realidade".

Enquanto crítica imanente não-dialética, ela permanece presa aos limites que Adorno já havia denunciado. Mesmo sob perspectivas mais radicais – na subversão da linguagem, na desmistificação do modelo imagem-cópia e de seu reinado, assim como na exigência do conceito –, todos nós, produtores, consumidores ou comentaristas culturais, somos coadjuvantes, ainda que residuais, críticos e de elite, do reality show midiático total. Melhor faria uma análise pós-moderna, que tentasse identificar virtudes insuspeitas no aparecimento dessas gaiolas humanas televisionadas, do que a crítica ranzinza tradicional, que não consegue reconhecer a precariedade de sua sempre idêntica identificação do mesmo.

Exemplo: em praticamente todas as abordagens jornalísticas sobre os reality shows, mal se disfarça o pressuposto de que haveria um modo "correto" de realizá-los. Aqui, a obtusidade da distinção entre aparência (cópia) e realidade (modelo ideal) é tamanha que a óbvia inadequação da premissa grita histericamente diante do nariz, mas o comentarista prefere arrancar seus próprios olhos para expiar a quase-cópula pecaminosa transmitida ao vivo entre um bambam e uma pedrita quaisquer. Onde, afinal, os comentaristas encontram evidências para supor que um programa da TV brasileira pudesse ser realmente desafiador, com pessoas heterogêneas e críticas podendo falar e fazer o que quisessem, diante das câmeras, sem censura, 24 horas por dia?! De onde vem a idéia de que, ao entrar num reality show, uma pessoa pode permanecer sendo uma pessoa, sem tornar-se, imediatamente, profissional da imagem, sob o risco de romper com a própria lógica do entretenimento? No limite, poderíamos imaginar uma "casa dos políticos", com FHC, Lula, Jáder e ACM, sem esquecer as popuzudas e tchutchucas (Marta Suplicy? Roseana Sarney? Benedita?), brigando pelo poder de decidir sobre a ordem da casa. E precisa? Não é a esse reality show precário que grande parte do jornalismo impresso e televisivo, se não a própria postura da maioria dos políticos, dia após dia, procura reduzir a vida pública nacional?

Haveria que se falar, sim, em culto à imagem, mas para além da óbvia constatação do padrão que as emissoras tendem a impor na escolha dos participantes. Não é irrelevante que, no BBB, os primeiros a serem eliminados do programa tenham sido os que mais se aproximam do modelo "culto à imagem". Se o fato não deve levar a qualquer conclusão apressada sobre os atributos intelectuais e afetivos (ou sua ausência) dos cultuadores da imagem, serve ao menos para demonstrar a precariedade da crítica genérica da degeneração. Para não dever nada a uma metafísica ingênua da imagem, mais valeria reconhecer que a imagem que de fato vale é a da propaganda: 200 milhões de reais faturados até agora com os reality shows no Brasil, "o suficiente para a construção de 200 escolas, 20 hospitais de 150 leitos ou 250 creches...", segundo os cálculos de Luiz Costa Pereira Júnior, da Folha de S.Paulo (16/2/02). Para os patrocinadores, que um comentarista ignore o fato e gaste, sem investimento adicional, meia página de um jornal para criticar o caráter regressivo dos participantes, ou mesmo o formato global do show, é, no dialeto dos big brothers, tudo de bom.


(*) Professor de Filosofia, com mestrado pela PUC-Rio, e doutorando em Educação pela mesma universidade; e-mail: fceppas@terra.com.br
REALITY SHOWS Ser ou não ser um voyeur
Marcio Santim (*)

Nãoacaso que os reality shows (espetáculos da realidade) são cada vez mais consumidos pela sociedade ocidental. Há um complexo processo psicossocial que propicia aos telespectadores o interesse por esses programas. Não seria possível neste artigo adentrar uma discussão minuciosa sobre o assunto, mas sim listar alguns apontamentos que poderão ser úteis ao esclarecimento de questões pertinentes ao tema.

Primeiramente cabe frisar que o interesse pelo conhecimento da intimidade de celebridades não é apenas um modismo – temos, faz algum tempo, revistas especializadas nesse tipo de assunto cujo mercado tem crescido significativamente nos últimos anos, tais como Caras, Quem, IstoÉ Gente etc. Aliás, o nome desta última é muito sugestivo e mostra explicitamente a concepção bestial acerca das pessoas comuns, pois se apenas as celebridades presentes na publicação são consideradas "gente", o que seriam os demais meros mortais?

O programa Casa dos Artistas pode ser considerado a versão televisiva dessas revistas, pois além dos recursos técnicos constitutivos deste meio de comunicação, possui algumas nuanças na forma de produção. Por exemplo: no programa, os convidados estão, a princípio, num ambiente estranho, convivendo com pessoas que não fazem parte do seu círculo familiar ou de amigos; enquanto nas revistas aparecem retratados em suas próprias residências, ou viagens, freqüentemente em companhia de pessoas próximas.

De outra parte, a constituição do programa Big Brother, por se tratar da participação de pessoas que não são celebridades, aproxima-se mais daqueles sites da internet em que câmeras instaladas na casa de pessoas comuns permanecem filmando 24 horas por dia suas atividades.

Penso que este é o fator crucial da vitória nos índices de audiência do SBT sobre a Globo. A participação de celebridades faz a diferença. Por quê?
Porque esses ídolos são tidos como os deuses da nossa época. Hoje, esses deuses não são mais como na mitologia antiga, representados na imaginação através de mitos ou de colossos, nem ideais inatingíveis. Pelo contrário, desceram do Olimpo para ocupar um trono chamado mídia. É imprescindível para a sobrevivência dos ideais e valores do sistema capitalista que as celebridades os materializem seduzindo o imaginário das massas para uma identificação desprovida de razão.

Poucos contrapontos

A infantilização do psiquismo e a irracionalidade assumiram proporções astronômicas, pois grande parte das pessoas acredita que o comportamento apresentado pelo participante do programa revela como ele realmente é no seu dia-a-dia, na sua intimidade. Com olhar mais atento e crítico advirá a constatação que o mundo dos reality shows não passa de uma encenação, um programa editado e um jogo onde todos querem triunfar. Seu mundo é uma ilusão e sua realidade, forjada.

As formas de gozo psíquico nos dias de hoje revelam um caráter infantil. Observa-se uma regressão a fases arcaicas do desenvolvimento psíquico.
Mesmo que muitos saibam da artificialidade de tudo o que se passa atrás das portas, o desejo do público de espiar pelo buraco da fechadura constatado pela grande audiência de programas desse tipo é um dos elementos que confirma o regresso na busca de prazeres pueris.

Cumpre fazer, neste ponto, uma rápida distinção entre o voyeurismo que vamos chamar de "clássico" e a variante que hoje temos, a que chamarei "voyeurismo social". Na psicopatologia, o voyeurismo é classificado como uma parafilia (perversão) cuja característica essencial é a observação de pessoas se despindo ou tendo relacionamento sexual. Apenas o olhar, sem qualquer contato físico com o "objeto", torna-se o ponto culminante do prazer voyeurista. É controverso se, para caracterizar esta forma de voyeurismo, a pessoa objeto dos investimentos libidinais deve saber ou não que está sendo observada. Pelo que noto existem os dois casos, pois o exibicionismo (outra forma de parafilia) já existia e, assim como sadismo e masoquismo se entrelaçam, exibicionismo e voyeurismo complementam-se propiciando satisfação recíproca dos desejos. Se, em outras épocas, o voyeurista e o exibicionista tinham que se desdobrar para obter prazer em razão da sociedade ser mais repressora, atualmente ambas as tendências psicológicas contam com o total consentimento social.

Penso que é suficiente citar como indicativos desta nova constelação social os filmes pornográficos, os programas Big Brother e Casa dos Artistas, a revista Caras – todas produções que movimentam milhões no mercado do entretenimento. O abrandamento e a liberação social com relação à erotização dos produtos veiculados pela mídia contribuíram de forma contundente para a ascensão desta nova forma de voyeurismo chamado "social" – na qual, tal como no clássico, o desejo de ter supera o próprio ter.
Neste novo tipo não existe a primeira possibilidade, a de ver sem que alguém esteja de alguma forma se exibindo. A invasão da intimidade não causa culpa no observador, por ser consentida e lucrativa para aquele que se expõe. Além do prazer psíquico, o ganho é também é de ordem financeira.

Hoje é muito mais cômodo para a satisfação do desejo voyeurista ligar a TV e, no grande leque disponível, escolher algum dos diversos programas que exibem pessoas se despindo ou com o mínimo de roupa possível. Também é mais prático acessar os inúmeros sites do gênero na internet do que gastar dinheiro comprando uma luneta e passar horas na janela do tentando ver alguém tirar a roupa ou mantendo relacionamento sexual. Aliás, expor o corpo numa tonalidade erótica banalizada é o que participantes de Big Brother, Casa dos Artistas e de grande parte dos programas televisivos costumam fazer.
Não quero fazer um diagnóstico clínico, no sentido de que qualquer indivíduo consumidor desses produtos seja um voyeurista. Estou fazendo uma análise social e, portanto, mencionar que existe uma forte tendência do ocidente ao voyeurismo não significa que dou este rótulo a todos os indivíduos envolvidos. São coisas bem diferentes. Com certeza essa tendência social tem reflexos sobre a individualidade e cabe a nós, psicólogos, perguntar sobre quais são esses reflexos. A mídia está explorando ao máximo essa tendência, e nela se encontram pouquíssimos contrapontos que favoreçam uma reflexão crítica acerca dos reality shows. Com certeza não foi somente a mídia que criou esse interesse pela incursão na esfera da privacidade, mas ela o alimenta, o faz proliferar e o utiliza como meio de obtenção de lucros.

Falta de diálogo familiar, solidão, isolamento social devido em parte a violência urbana, doenças sexualmente transmissíveis e falta de interação social também devem ser considerados na compreensão do voyeurismo social em que o virtual prevalece sobre o real.

(*) Psicólogo, mestre em Psicologia Social pela PUC de São Paulo.