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L E V A N T E da (M.B.P).

Convoquemos todos os poetas, compositores
Maestros, enfim todos os Batutas, menestréis
Para que façamos o resgate imediato da
Música Popular Brasileira,

Chega de enganação, chega de coisas descartáveis
Chega de mal gosto, chega de retrocesso,
Não se agüenta mais toda essa imposição da mídia
A chamada Ditadura da mídia, portanto,

Há de se ter bom senso, bom gosto, sensatez
Precisamos de mais alternativas de qualidade
E de menos alienação cultural
Precisamos de coragem, de que a sociedade
Assuma a falta de educação e voltemos a ler
A nos interessar por coisas mais relevantes
A cultivar a boa música, a literatura,

Precisamos descobrir mecanismo de reeducação
Que tenhamos mais respeito pela verdadeira
Cultura Popular Brasileira,
Que respeitemos mais os nossos compositores, interpretes
E assim nesse instante, vamos evocar os espíritos de

Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Cartola, Elis, Luiz Gonzaga,
Humberto Teixeira, Heitor Vila-Lobos, Tom Jobim,João Gilberto, Chico Buarque,Caetano, Gil, Ivan Lins, João Bosco, Guilherme Arantes, Chico César, Lenine, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Pixinguinha, Zimbo Trio, Edu Lobo, Egberto Gismonti, Hermeto Paschoal, Cama de Gato, Elomar Figueira, Gonzaguinha, Tim Maia, Dolores Duran,Djavan, Família Caimmy,Renato Brás, Renato Russo, Cazuza, Jackson do Pandeiro, Lupicínio Chico Science, todo pessoal do Clube da Esquina, de Milton Nascimento a Toninho Horta, de Fernando Brant a Lô Borges, de Paulinho Pedra Azul a Celso Adolfo a vanguarda paulista, de Itamar Assunção a Arrigo Barnabé, de Ednardo a Fernando Lopes de Nilson Chaves a Eudes Fraga, todos os Festivaleiros tão bons e que não aparecem na mídia e tantos... para que, voltemos a ouvir rádio, e naturalmente todos os compositores conquistenses e assim defato possamos resgatar a Música Popular Brasileira. VIVA A MÚSICA POPULAR BRASILEIRA...

Carta ao BNB APOIO a CONSTRUÇÃO DO CENTRO CULTURAL...‏

Olá Pessoal :

Vejam, penso que é o momento de mantermo-nos unidos e articulados em torno de questões importantes e que dizem respeito à comunidade ARTÍSTICA E CULTURAL DE CONQUISTA... refiro-me a essa questão da construção do CENTRO CULTURAL BANCO DONORDESTE, (CCBNB), do qual, o município de Vitória da Conquista fôra escolhido pela direção do BNB para sediar este Equipamento Cultural. O fato, é que nas primeiras discussões sobre o local determinado para abrigar o complexo cultural, havia sido definido que seria na Praça da Bandeira onde está localizado o Teatro Carlos Jeovah, e que, por razões que extrapolam a nossa vontade ou ainda o poder da classe artística de resolver ... ou solucionar o problema dos AMBULANTES da Praça da Bandeira... mas enfim, isso cabe ao poder público municipal em negociar com aqueles comerciantes que alí se estabeleceram... e isso como sabemos não se resolve do dia para a noite... então, foi sondado um novo local para construção/instalação do CCBNB, bom... depois de tudo acertado, fechado.... etc, etc, terreno doado pelo poder público municipal... que será a Praça Sá Barreto em frente ao Colégio Diocesano e o Museu Pe. Palmeira, enfim, na chamada Praça do Clube Social... Agora fomos informados que existem alguns descontentes... que sabe-se lá DEUS por que MOTIVOS... estão interessado em EMBARGAR a a construção da OBRA do referido CCBNB... Olha Senhores, sincera e honestamente, fico a me perguntar???
Afinal o que querem esses homens ??? Fala-se em atraso e retrocesso, fala-se em falta de desenvolvimento, econômico, político, cultural e social... e quando surgem as oportunidades e elas são poucas e escassas é bom que se diga... e Vitória da Conquista, está na rota do crescimento por ser um grande entreposto rodoviário por ser uma espécie de Capital do Sudoeste da Bahia... Por já está consolidada como um Pólo Educacional, enfim, todos esses dados. Colocam a nossa cidade como de fato um local adequado para ser instalado este CCBNB... então, é muito simples, sugiro... que nos articulemos com todas as pessoas de BOM SENSO, SENSATEZ e especialmente, SENSIBILIDADE !!! Que parece-me está faltando a alguns setores e ou algumas pessoas... em nosso município, que não se sabe porque razões não querem o CCBNB, na Praça Sá Barreto em frente ao Clube Social... é o que verdadeiramente penso. Vamos a luta !!!

Atenciosamente,

Prof. Dirlêi A Bonfim
Coordenador do MAC –

Movimento Artístico e Cultural de Vitória da Conquista

CARTA DE APOIO
Centro Cultural Banco do Nordeste

Nós, artistas, produtores, representantes institucionais e demais participantes da área cultural da cidade de Vitória da Conquista, vimos através deste documento, abaixo assinado, manifestar o nosso apoio e reiterar a nossa opinião em favor da construção do Centro Cultural Banco do Nordeste, no terreno situado ao lado esquerdo da Praça Sá Barreto (em frente ao Colégio Diocesano), de propriedade e doado pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, para esta finalidade.

Vale ressaltar, que já foram realizadas diversas reuniões e apresentadas outras alternativas de localização para a construção deste importante empreendimento cultural em nossa cidade, sendo este último local, preferencialmente escolhido pelos representantes do Banco do Banco do Nordeste do Brasil, por apresentar aproximação a diversos bairros periféricos da cidade, carentes de equipamentos desta natureza, como também, pelo curto tempo necessário para a construção e entrega desta obra, dentro do cronograma estabelecido pela superintendência nacional desta importante empresa estatal.

Os Centros Culturais do BNB, construídos nas cidades de Fortaleza (CE), Juazeiro do Norte-Cariri (CE-PE) e Sousa (PB), tem se firmado no cenário cultural Nordestino como um espaço onde é permitido experimentar a diversidade de conceitos, estilos e suportes, oferecidos em sua programação. Ele oferece a seus visitantes uma variada programação diária e gratuita, enquanto dedica-se à formação, produção, fruição, circulação e acesso dos bens e serviços culturais.

Vitória da Conquista foi escolhida como a quarta cidade a receber este valoroso espaço cultural, por apresentar um grande diferencial, no desenvolvimento, produção, participação e política sócio-cultural, dentre diversas intenções apresentadas por outras cidades do Estado da Bahia.



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=======================================================From: Nagib Pereira Barroso <nagib.som@hotmail.com>Date: 17/11/2009 10:08Subject: FW: Carta_BNBTo: dirleibonfim@gmail.com, ricardo marques <admricardomarques@gmail.com>, fabio sena secom <fabiosena13@yahoo.com.br>
Povo atento! O bispo se acha no direito de tentar atrapalhar a vinda do CCBN pra conquista Conto com vcs ,afinal esse centro
Date: Fri, 13 Nov 2009 12:18:23 -0300Subject: Fwd: Carta_BNBFrom: gildelson@gmail.comTo: nagib.som@hotmail.com


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O buraco da democracia cultural


O buraco da democracia cultural


As Conferências de Cultura expõem de maneira impiedosa a fragilidade das metodologias de participação cultural, denunciando nossa precária democracia. Por outro lado, exercita nossa capacidade de organizar, participar, mobilizar, articular e definir os rumos da política cultural nacional. Novos métodos e tecnologias de diálogo precisam ser criados, pois os que existem são de tempos (ultra)passados.


Participar democraticamente da construção da agenda política nacional é algo tão distante da vida dos brasileiros, que se formaram e se desenvolveram como seres humanos, políticos, culturais, à sombra da ditadura, das elites, oligarquias e do Jardim Botânico, que simplesmente ficamos perplexos diante das novas possibilidades criadas a partir da presença indelével de um líder como Lula no poder.


Algumas reflexões sobre esse processo precisam ser feitas. A primeira delas é a construção da pauta. Esse processo precisa ser construído a partir de fóruns, redes, articulações e precisa ser descentralizado. Não dá para trabalharmos com pautas, por melhores que sejam (e o conteúdo da proposta do MinC é realmente bom), para não corrermos o risco constante do dirigismo.


As metodologias de eleição e validação de delegados e participantes dos processos decisórios é outro assunto de extrema importância. Ainda guardamos vícios do sindicalismo retrógrado e obsoleto, necessário e importante, mas que não pode ser aplicado às lutas culturais, sobretudo por não termos um tipo de organização que legitime uma representação por grupos de poder, ou mesmo de resistência. Não quero minimizar a importância desses grupos, mas também não posso deixar de alertar para o risco que corremos de sobrepor o interesse de minorias organizadas, que se ocupam de brechas do nosso frágil sistema representativo. Ou ainda de “líderes”, que ocupam as coordenações e secretarias que querem mostrar normalmente trabalho a qualquer custo, para o poder executivo local e ou regional, seja, através de assessores de prefeitos, governadores, algum serviço, e que repetem as velhas formas de se fazer política cultural, não há nada de novo, infelizmente, apenas, uma repetição de velhas formas e velhos erros... “tudo como dantes no quartel de abrantes”... triste realidade da cultural nacional, como sempre, discursos, discursos... e uma prática muito dispersa, muito, muito a desejar... em alguns casos completamente fora da realidade.


Não sei , se com aprovação da PEC-150 a proposta de Emenda a Constituição Federal se de fato, na prática, alguma coisa vai mudar, pelo simples fato de que o poder no Brasil ainda é exercido de forma cartorial... há uma pseuda democracia para "inglês vê", umas poucas discussões interessantes que fazem avançar o processo, no mais, uma repetição de fórmulas antiquadas, obsoletas e completamente inviáveis e inadequadas, um faz de conta de que agora as coisas vão funcionar...

Por último, quero apontar o risco da subordinação à agenda eleitoral. Sinto falta de uma construção e um diálogo permanente entre as instâncias de construção das políticas culturais. O Conselho Nacional de Política Cultural deve manter contato permanente com os delegados, por meio de instrumentos de conversação e rede e esses com todas as entidades culturais, as associações, as ongs, os artistas, enfim, todos as pessoas interessadas neste processo.


Há uma inversão completa nesse processo. O CNPC está subordinado ao gabinete do MinC quando deveria ser um conselho superior, escolhido e atuante a partir das demandas dos delegados, que por sua vez, deveriam surgir dos conselhos municipais e estaduais de cultura. Vejo que que há mesmo uma absoluta inversão de valores, e o que é pior, não vejo os representantes de entidades, ongs, instituições, associações de artistas em todos os lugares do Brasil, se manifestando a contento. Na prática pouco se muda, as transformações são ínfimas, quase imperceptíveis... Conferências de Cultura de faz de conta, as pessoas militantes da cultura são chamadas a participar de um processo de construção de Projetos de políticas públicas voltadas para a Cultura, mas, muito pouco se avança... infelizmente é a “política do faz de conta”.... uma repetição de erros de governos atuais na trilha de governos anteriores... apenas com uma nova roupagem, mas, as velhas práticas... muito discurso e muito pouca ação... sem falar no excesso de burocracia para se ter acesso aos recursos para viabilizar os Projetos, penso mesmo, que não há disposição verdadeira, para que esses recursos destinados a financiar a arte e a cultura sejam de fato liberados. E não se pode falar o que acontece, só denunciando o descalabro ou mesmo o descaso cometido pelos órgãos da administração pública em todos os níveis de poder, seja municipal, estadual e federal, infelizmente, esta é uma triste realidade, do comodismo latente que paira a sociedade brasileira.


Este abandono e descaso com o alinhavar das instâncias de participação e construção democrática formam buracos enormes, que se tornam intransponíveis à medida que o poder executivo trabalha para criá-los e ocupá-los. E todo o processo de construção das conferências corre o risco de tornar-se mero instrumento de manobra político-eleitoral, ou ainda de referendum daqueles que querem se perpetuar no poder.


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Leonardo Brant, Produtor Cultural, pesquisador e consultor de políticas culturais. Presidente da Brant Associados, autor do livro "O Poder da Cultura", entre outros. Documentarista, diretor de "Te Están Grabando”.

Geografia & Poesia



Geografia & Poesia



Milton Santos, combatente intelectual



Tive a distinção e o prazer de privar da amizade do professor Milton Santos. Não vou descrever aqui suas qualidades como pensador original, criador de uma nova Geografia centrada no espaço e território usado. Conheci pouco o professor de Geografia, mas desfrutei em várias ocasiões do convívio deste grande combatente da cidadania plena. Defendia a causa dos excluídos com veemência, embora visse a militância com reservas, por uma postura sartreana, de independência total, que todo intelectual deve ter. Mas alertava: "O fato de ser negro e a exclusão correspondente acabam por me conduzir a uma condição de permanente vigília" (Revista Adusp 19, junho de 1999).

E foi nessa vigília constante que nos reunimos, lá nos meados dos anos 90, na busca de uma saída para o processo que a USP movia contra Fernando Conceição, também baiano, como o professor Milton, aluno do Mestrado da ECA, preso quando pichava paredes da USP clamando por vagas para os negros. Bem humorado, sempre com um sorriso franco, o professor Milton assumia a defesa do gesto militante do aluno. Para sua tristeza, apesar de seus esforços e de outros professores que se somaram à luta, o aluno acabou sendo condenado a pagar uma indenização à USP para cobrir os gastos de reparação da pintura das paredes. Seu amor à docência e à pesquisa se diferenciava em cada gesto, em cada iniciativa que tomava com os seus alunos e orientandos. Pouco antes de receber o título de Professor-Emérito, que lhe foi atribuído pela Congregação da Faculdade de Filosofia da USP, conversamos por um bom momento. Ele estava feliz pela homenagem, porém contrariado pelo que chamava de excludência compulsória, após ter completado os 70 anos de idade. Lembro-me de que isto o marcou indelevelmente, pois queria continuar na docência plena, porque achava que ainda tinha muita disposição para continuar o seu trabalho. E, nessa circunstância, a aposentadoria compulsória não deveria ser aplicada ao professor.

Em 1998, um mês depois da eclosão da guerra civil em Guiné-Bissau, fomos procurados por vários alunos bolsistas daquele país, que, de repente, viram-se sem recursos para continuar seus estudos. Novamente recorremos à força de Milton Santos e organizamos um ato expressivo, no auditório da Geografia. Sua intervenção foi decisiva para que a CCint ouvisse os bolsistas com dificuldades, proporcionando-lhes alguma ajuda, enquanto perdurou o conflito.

Outro grande momento do professor militante que eu conheci, sem nunca ter assumido a militância (talvez o niilismo sartreano o explicasse), foi quando lhe telefonei para compor a comissão dos professores notáveis, para superarmos o impasse a que havia chegado a greve dos docentes, funcionários e alunos da USP, da Unesp e da Unicamp, em junho do ano passado. Embora sentindo o peso da doença que lhe acometia, disse que atenderia um pedido meu. Procurei deixá-lo à vontade, mas acho que, no fundo, o jovem jornalista que ele havia sido na Bahia, às vezes, falava mais alto do que o geógrafo. Pediu-me que lhe munisse de dados sobre o movimento. Conversamos durante quase duas horas, em sua casa e, à noite, apesar do frio, lá estava ele lutando para que a greve fosse vitoriosa. Do professor e amigo, que resistia à doença com um humor peculiar, só ouvi uma reclamação: a indignação que ele sentia por ter que comprovar a cada novo ano, junto à Diretoria de Pessoal da USP, que ainda estava vivo, exigência que ela faz a todo aposentado.

No domingo, dia 24, com pesar, perdíamos o geógrafo criador, o amigo combatente e o grande defensor dos excluídos.

Por Jair Borin (ECA)



Faça uma gentileza a você e ao seu intelecto.






Desligue o televisor!

Faça uma gentileza a você

e ao seu intelecto.



Magnífico o professor Sodré ! Infelizmente, a grande maioria da nossa gente não sabe identificar o que é lixo e o que é útil, por uma grande falha no sistema educacional. Quem só teve enlatados estragados para consumir não sabe apreciar coisa melhor; não pode apurar seu paladar. Assim acontece em relação aos programas de televisão. Além do mercantilismo, existe a falta de criatividade e o total descompromisso com a cultura. Até a nossa música foi banalizada. São sempre os mesmos cantores, os mesmos requebros, os mesmos ritmos, os mesmos chavões... Onde estão Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, João Bosco, Nana Caymmi, Leila Pinheiro, Milton Nascimento, Djavan, Paulinho da Viola, Emílio Santiago? Onde os teatros de Sérgio, de Fernanda? A banalização, a erotização, a baixaria, a violência, a farsa são os ingredientes utilizados sem qualquer escrúpulo, sem respeito, em diversos programas de televisão. “ Show “ ? ? ? O que se pode denominar de Show, de horrores, baixaria, falta de educação, de postura, de nível, algumas modelos semi-analfabetas, dando aulas de erotismo, sexo e droga, enfim, falta tudo na Televisão, sobra mediocridades, com muito poucas e raríssimas exceções, os Telejornais, um flash aqui e ali de alguma coisa que importa, no mais, 92,5% da Programação da TV/Brasileira, é de muito mal gosto, em todos os canais, especialmente naqueles que detém o maior percentual de audiência. Diante disso, e porque todos acham que tudo podem, só nos resta uma escolha: desligar o televisor!


Faça uma grande escolha troque a mediocridade da Programação da TV/brasileira, pelos LIVROS, UMA BOA LEITURA, BONS FILMES, BOA MÚSICA !!! Esta é a escolha correta !!!
Dirlêi Bonfim
REALITY SHOWS Metafísica da imagem e os chavões da decadência
Filipe Ceppas (*)


O que parece ser a decadência da cultura é o seu puro caminhar em direção a si mesma. Um Show de horrores... de MAL GOSTO, aliás de péssimo gosto é tudo de tão mal gosto que nos angustia e nos assusta todo ESSE LIXO CULTURAL... levado a cena cotidianamente na TV/brasileira... é uma TRISTEZA ...


T.W. Adorno
Sartre assim inicia o seu clássico ensaio A imaginação: "Olho esta folha branca posta sobre minha mesa: percebo sua forma, sua cor, sua posição. (...) De nada serve discutir se esta folha se reduz a um conjunto de representações ou se é ou deve ser mais do que isso. O certo é que o branco que constato não pode ser produzido por minha espontaneidade." Para tentar entender o reality show, pode-se iniciar seguindo os passos preliminares da análise sartreana. Você olha para a tela escura da TV, aperta o power e lá estão eles, os participantes dos reality shows. Você não sabe se eles se reduzem a um mero conjunto de representações ou se devem ser mais do que isso.

Tal como os personagens das novelas, eles têm seu comportamento mediado por uma dinâmica que obedece aos índices, espontâneos ou não, de audiência, o que não quer dizer que sejam sempre previsíveis. Mas podemos prever que, entre quatro paredes ou em acampamentos no limite, quanto mais o tempo passa mais e mais cada participante constata na pele que o inferno são os outros. Muitos críticos, por sua vez, acham que o inferno é a fonte de mediocridade que alimenta esse laboratório pseudo-existencialista. O que essa condenação superficial deixa de lado é a simples compreensão do caráter aparentemente supérfluo do acontecimento, enquanto epifenômeno da geração autônoma de novas formas de legitimação de uma ordem social que, paradoxalmente, há muito sequer tem, verdadeiramente, necessidade de ser legitimada.

Foco na cópia da coisa


Em comparação com a folha em branco que Sartre observa, a inércia do reality show, sua dinâmica autônoma e chinfrim, escapa a uma consciência que pretende reconhecer nela apenas a crise pressuposta em tudo o que vê. Sobre a folha já em parte preenchida, Sartre continua a escrever: "É, com efeito, na medida em que são inertes que as coisas escapam ao domínio da consciência; é sua inércia que as salvaguarda e que conserva sua autonomia." O reality show é um experimento humano em que nos deparamos com muita banalidade e mediocridade, é verdade, mas seu sentido inercial global é um pouco mais complexo do que o da folha de papel onde o crítico midiático transforma tudo numa crise que já conhecemos de cor. Para começar, seria preciso desconfiar das reações indignadas à mais recente versão do reality show entre nós, o Big Brother Brasil (BBB),BIG BESTEIROL BRASIL... programa incomensuravelmente agressivo e estúpido que juntamente com outros de pegadinhas e humilhações consentidas, como os de João Kleber (Rede TV) e Sérgio Malandro (Gazeta), ou mesmo tão estúpido quanto Xou da Xuxa , Gugu e Faustão, um verdadeiro time de horrores, é a competição do quanto pior, melhor, para eles é claro, pior para a população cada vez, mais alienada, mais inconsciente e colaborando com este estado deplorável de coisas medíocres. Essa desproporção da crítica fortalece a desconfiança de que a indignação bem pensante faz parte do jogo.

Um crítico, por exemplo, chamou a atenção para o fato de que todos os participantes do BBB, de um modo ou de outro, são profissionais da imagem – como se a homogeneidade artística e corpulenta imposta pela produção do programa reduzisse tudo a uma busca por audiência, o que seria ao menos explícito na Casa dos artistas ou a FAZENDA do SBT. E como se não o fosse, desde sempre, também na Globo. Qual a novidade? Qual propaganda não é, em certa medida, sempre enganosa? Cabe citar Sartre, mais uma vez: "Uma coisa (...) é apreender imediatamente uma imagem como imagem, outra formar pensamentos sobre a natureza das imagens em geral." Para formá-los, e elaborar uma crítica à imagética global, seria preciso "... sujeitar-se rigorosamente a nada avançar a respeito dela que não tivesse sua fonte diretamente numa experiência reflexiva". E, para forçar ainda mais a apropriação da letra sartreana, "é preciso sobretudo que nos desembaracemos do hábito quase invencível de constituir todos os modos de existência segundo o tipo da existência física".
O crítico, em sua defesa pouco refletida, diria que as observações sobre a mediocridade dos seres sarados não revelam preconceito e limitação que imputam fixidez a uma imagem; que tal mediocridade é, antes, inerente ao esforço de bambans e pedritas reais por se apresentarem ao mundo, de modo infantil e iletrado, como imagens à venda, em troca de 500 mil e outros ganhos laterais no universo trash da fama. Mas o que está em questão, além da justificação dos meios pelo prêmio e do próprio prêmio, é precisamente essa estrutura da percepção da imagem como cópia da coisa, ponto de partida para o crítico só enxergar naquilo que critica derivações de um culto à imagem que degenera a sociedade.

Pouco além da pobreza

A metafísica ingênua da imagem consiste, como bem a definiu Sartre, em "fazer da imagem uma cópia da coisa, existindo ela mesma como uma coisa". Ao fazê-lo, logo se lhe acrescenta um estatuto de inferioridade: "... Pelo fato de ser imagem, recebe uma espécie de inferioridade metafísica com relação à coisa que representa. Em uma palavra, a imagem é uma coisa menor." Mesmo que filiados a essa tradição da metafísica ingênua, seríamos obrigados a ponderar que, no mercado, algumas cópias valem mais do que seu "modelo real"; que a imagem da Xaiane-Pedrita vale mais do que qualquer parâmetro de civilidade que a moça pudesse exibir a milhões de telespectadores. Mas isso nós já sabemos muito bem, e o que não pode deixar de escapar a essa abordagem ingênua da imagem-cópia é o que explicaria a ponderação, a total inversão de perspectiva, que o investimento na imagem ajuda a modelar e a esconder: precisamente a determinação de seu reinado desejante como modelo do suposto real.
É sintomático, portanto, que, após meio século de subversão do estatuto epistemológico e ontológico da imagem (onde Sartre, Deleuze e Virilio, por exemplo, se destacam), a crítica midiática, na qual se incluem alguns intelectuais habitués da imprensa, continue, em grande medida, cultuando essa metafísica ingênua. Primeiro sintoma, o da impotência: discurso que pouco esclarece e irrelevante para as decisões das empresas e o gosto do público. Segundo sintoma, o da prepotência: ensaística que não presta contas a ninguém e faz pouco da teoria, em nome do bom entendimento do público, é claro. Terceiro sintoma, o da sujeição, que já Adorno havia muito bem caracterizado em 1949, ao tratar da crítica cultural: "A insuficiência do sujeito que pretende, em sua contingência e limitação, julgar a violência do existente" e que "...torna-se insuportável quando o próprio sujeito é mediado até a sua composição mais íntima pelo conceito ao qual se contrapõe como se fosse independente e soberano".

O surgimento da febre do reality show em todo o mundo traduz um esgotamento das fórmulas televisivas tradicionais na busca por audiência, mesmo aquelas que, segundo critérios cultos ou pseudo-acadêmicos, cairiam sob a qualificação de "baixo nível". É grande a tendência a aceitar, aqui, explicações psicológicas secundárias. Mas assim como estas não dão conta do estatuto sempre problemático da ficção, elas têm igualmente limites no que se refere ao consumo de massa das narrativas e interações midiáticas. Constata-se, por exemplo, que o desejo de ver as coisas levadas ao extremo, em contexto onde, supostamente, a intimidade dos outros está em questão, deve se contentar com muito menos. Ora, a descrição-explicação desse desejo, de sua realização e suas frustrações, no consumo pseudo-interativo do show midiático, será forçosamente uma parte menos escandalosa da explicação para o porquê de a mesma tendência se impor em todo lugar. Seja no esporte ou na política, a pureza na liberação da adrenalina é a simulação do irremediável: quando, no body jump, o corpo encena seu esborrachamento final, ou quando, na política, a explicitação da violência vem bagunçar nossa percepção distanciada e conformista.

Assim, a potência da explicação psicossocial do reality show está na sua impotência, isto é, ao revelar o que resta para ser explicado. Com relação à expectativa do confronto, podemos entender por que, seja o que for que tenha a ver com tipos psicológicos de um contexto cultural qualquer, nada de importante aí apareça. Que o "barraco" nos programas brasileiros, por exemplo, não chegue a níveis intoleráveis e antes desmorone em meio a uma tempestade de banalidades significa simplesmente que os produtores armam, de antemão, uma miríade de pequenas regras para evitar o pior, que os participantes já as têm introjetadas, ou ambos. Mas a aceitação da banalidade e da monotonia, por parte do público, pode ser parcialmente explicada por um mecanismo de reforçamento da ideologia do brasileiro no fundo sempre boa praça, cuja negação evidente é reforçada pelo sadismo da própria expectativa dos telespectadores, satisfeita quando vêem os participantes numa situação constrangedora e humilhante – realidade dolorosa que estes mal conseguem disfarçar: a consciência contratual estampada na conduta profissional que a artificialidade do comportamento aparentemente despojado revela. Por tudo isso, antes de culpar os participantes pelo vocabulário empobrecido para lidar com tal situação, o crítico deve reconhecer que não vai muito além com seus chavões da decadência.


Páginas que valem milhões

Prato cheio para análises psicológicas de segunda categoria sobre o voyeurismo amador, a monotonia do reality show é uma oportunidade única para a crítica cultural poder justificar seu voyeurismo profissional, ou seu distanciamento bem comportado a tudo que seja "de baixo nível". Se ela quer, muito sinceramente, elucidar e ajudar a superar o parasitismo cultural daquilo que alimenta a mediocridade e dela sobrevive, poderia começar por desarmar as falsas polêmicas, que são a condição necessária desses programas "de realidade".

Enquanto crítica imanente não-dialética, ela permanece presa aos limites que Adorno já havia denunciado. Mesmo sob perspectivas mais radicais – na subversão da linguagem, na desmistificação do modelo imagem-cópia e de seu reinado, assim como na exigência do conceito –, todos nós, produtores, consumidores ou comentaristas culturais, somos coadjuvantes, ainda que residuais, críticos e de elite, do reality show midiático total. Melhor faria uma análise pós-moderna, que tentasse identificar virtudes insuspeitas no aparecimento dessas gaiolas humanas televisionadas, do que a crítica ranzinza tradicional, que não consegue reconhecer a precariedade de sua sempre idêntica identificação do mesmo.

Exemplo: em praticamente todas as abordagens jornalísticas sobre os reality shows, mal se disfarça o pressuposto de que haveria um modo "correto" de realizá-los. Aqui, a obtusidade da distinção entre aparência (cópia) e realidade (modelo ideal) é tamanha que a óbvia inadequação da premissa grita histericamente diante do nariz, mas o comentarista prefere arrancar seus próprios olhos para expiar a quase-cópula pecaminosa transmitida ao vivo entre um bambam e uma pedrita quaisquer. Onde, afinal, os comentaristas encontram evidências para supor que um programa da TV brasileira pudesse ser realmente desafiador, com pessoas heterogêneas e críticas podendo falar e fazer o que quisessem, diante das câmeras, sem censura, 24 horas por dia?! De onde vem a idéia de que, ao entrar num reality show, uma pessoa pode permanecer sendo uma pessoa, sem tornar-se, imediatamente, profissional da imagem, sob o risco de romper com a própria lógica do entretenimento? No limite, poderíamos imaginar uma "casa dos políticos", com FHC, Lula, Jáder e ACM, sem esquecer as popuzudas e tchutchucas (Marta Suplicy? Roseana Sarney? Benedita?), brigando pelo poder de decidir sobre a ordem da casa. E precisa? Não é a esse reality show precário que grande parte do jornalismo impresso e televisivo, se não a própria postura da maioria dos políticos, dia após dia, procura reduzir a vida pública nacional?

Haveria que se falar, sim, em culto à imagem, mas para além da óbvia constatação do padrão que as emissoras tendem a impor na escolha dos participantes. Não é irrelevante que, no BBB, os primeiros a serem eliminados do programa tenham sido os que mais se aproximam do modelo "culto à imagem". Se o fato não deve levar a qualquer conclusão apressada sobre os atributos intelectuais e afetivos (ou sua ausência) dos cultuadores da imagem, serve ao menos para demonstrar a precariedade da crítica genérica da degeneração. Para não dever nada a uma metafísica ingênua da imagem, mais valeria reconhecer que a imagem que de fato vale é a da propaganda: 200 milhões de reais faturados até agora com os reality shows no Brasil, "o suficiente para a construção de 200 escolas, 20 hospitais de 150 leitos ou 250 creches...", segundo os cálculos de Luiz Costa Pereira Júnior, da Folha de S.Paulo (16/2/02). Para os patrocinadores, que um comentarista ignore o fato e gaste, sem investimento adicional, meia página de um jornal para criticar o caráter regressivo dos participantes, ou mesmo o formato global do show, é, no dialeto dos big brothers, tudo de bom.


(*) Professor de Filosofia, com mestrado pela PUC-Rio, e doutorando em Educação pela mesma universidade; e-mail: fceppas@terra.com.br
REALITY SHOWS Ser ou não ser um voyeur
Marcio Santim (*)

Nãoacaso que os reality shows (espetáculos da realidade) são cada vez mais consumidos pela sociedade ocidental. Há um complexo processo psicossocial que propicia aos telespectadores o interesse por esses programas. Não seria possível neste artigo adentrar uma discussão minuciosa sobre o assunto, mas sim listar alguns apontamentos que poderão ser úteis ao esclarecimento de questões pertinentes ao tema.

Primeiramente cabe frisar que o interesse pelo conhecimento da intimidade de celebridades não é apenas um modismo – temos, faz algum tempo, revistas especializadas nesse tipo de assunto cujo mercado tem crescido significativamente nos últimos anos, tais como Caras, Quem, IstoÉ Gente etc. Aliás, o nome desta última é muito sugestivo e mostra explicitamente a concepção bestial acerca das pessoas comuns, pois se apenas as celebridades presentes na publicação são consideradas "gente", o que seriam os demais meros mortais?

O programa Casa dos Artistas pode ser considerado a versão televisiva dessas revistas, pois além dos recursos técnicos constitutivos deste meio de comunicação, possui algumas nuanças na forma de produção. Por exemplo: no programa, os convidados estão, a princípio, num ambiente estranho, convivendo com pessoas que não fazem parte do seu círculo familiar ou de amigos; enquanto nas revistas aparecem retratados em suas próprias residências, ou viagens, freqüentemente em companhia de pessoas próximas.

De outra parte, a constituição do programa Big Brother, por se tratar da participação de pessoas que não são celebridades, aproxima-se mais daqueles sites da internet em que câmeras instaladas na casa de pessoas comuns permanecem filmando 24 horas por dia suas atividades.

Penso que este é o fator crucial da vitória nos índices de audiência do SBT sobre a Globo. A participação de celebridades faz a diferença. Por quê?
Porque esses ídolos são tidos como os deuses da nossa época. Hoje, esses deuses não são mais como na mitologia antiga, representados na imaginação através de mitos ou de colossos, nem ideais inatingíveis. Pelo contrário, desceram do Olimpo para ocupar um trono chamado mídia. É imprescindível para a sobrevivência dos ideais e valores do sistema capitalista que as celebridades os materializem seduzindo o imaginário das massas para uma identificação desprovida de razão.

Poucos contrapontos

A infantilização do psiquismo e a irracionalidade assumiram proporções astronômicas, pois grande parte das pessoas acredita que o comportamento apresentado pelo participante do programa revela como ele realmente é no seu dia-a-dia, na sua intimidade. Com olhar mais atento e crítico advirá a constatação que o mundo dos reality shows não passa de uma encenação, um programa editado e um jogo onde todos querem triunfar. Seu mundo é uma ilusão e sua realidade, forjada.

As formas de gozo psíquico nos dias de hoje revelam um caráter infantil. Observa-se uma regressão a fases arcaicas do desenvolvimento psíquico.
Mesmo que muitos saibam da artificialidade de tudo o que se passa atrás das portas, o desejo do público de espiar pelo buraco da fechadura constatado pela grande audiência de programas desse tipo é um dos elementos que confirma o regresso na busca de prazeres pueris.

Cumpre fazer, neste ponto, uma rápida distinção entre o voyeurismo que vamos chamar de "clássico" e a variante que hoje temos, a que chamarei "voyeurismo social". Na psicopatologia, o voyeurismo é classificado como uma parafilia (perversão) cuja característica essencial é a observação de pessoas se despindo ou tendo relacionamento sexual. Apenas o olhar, sem qualquer contato físico com o "objeto", torna-se o ponto culminante do prazer voyeurista. É controverso se, para caracterizar esta forma de voyeurismo, a pessoa objeto dos investimentos libidinais deve saber ou não que está sendo observada. Pelo que noto existem os dois casos, pois o exibicionismo (outra forma de parafilia) já existia e, assim como sadismo e masoquismo se entrelaçam, exibicionismo e voyeurismo complementam-se propiciando satisfação recíproca dos desejos. Se, em outras épocas, o voyeurista e o exibicionista tinham que se desdobrar para obter prazer em razão da sociedade ser mais repressora, atualmente ambas as tendências psicológicas contam com o total consentimento social.

Penso que é suficiente citar como indicativos desta nova constelação social os filmes pornográficos, os programas Big Brother e Casa dos Artistas, a revista Caras – todas produções que movimentam milhões no mercado do entretenimento. O abrandamento e a liberação social com relação à erotização dos produtos veiculados pela mídia contribuíram de forma contundente para a ascensão desta nova forma de voyeurismo chamado "social" – na qual, tal como no clássico, o desejo de ter supera o próprio ter.
Neste novo tipo não existe a primeira possibilidade, a de ver sem que alguém esteja de alguma forma se exibindo. A invasão da intimidade não causa culpa no observador, por ser consentida e lucrativa para aquele que se expõe. Além do prazer psíquico, o ganho é também é de ordem financeira.

Hoje é muito mais cômodo para a satisfação do desejo voyeurista ligar a TV e, no grande leque disponível, escolher algum dos diversos programas que exibem pessoas se despindo ou com o mínimo de roupa possível. Também é mais prático acessar os inúmeros sites do gênero na internet do que gastar dinheiro comprando uma luneta e passar horas na janela do tentando ver alguém tirar a roupa ou mantendo relacionamento sexual. Aliás, expor o corpo numa tonalidade erótica banalizada é o que participantes de Big Brother, Casa dos Artistas e de grande parte dos programas televisivos costumam fazer.
Não quero fazer um diagnóstico clínico, no sentido de que qualquer indivíduo consumidor desses produtos seja um voyeurista. Estou fazendo uma análise social e, portanto, mencionar que existe uma forte tendência do ocidente ao voyeurismo não significa que dou este rótulo a todos os indivíduos envolvidos. São coisas bem diferentes. Com certeza essa tendência social tem reflexos sobre a individualidade e cabe a nós, psicólogos, perguntar sobre quais são esses reflexos. A mídia está explorando ao máximo essa tendência, e nela se encontram pouquíssimos contrapontos que favoreçam uma reflexão crítica acerca dos reality shows. Com certeza não foi somente a mídia que criou esse interesse pela incursão na esfera da privacidade, mas ela o alimenta, o faz proliferar e o utiliza como meio de obtenção de lucros.

Falta de diálogo familiar, solidão, isolamento social devido em parte a violência urbana, doenças sexualmente transmissíveis e falta de interação social também devem ser considerados na compreensão do voyeurismo social em que o virtual prevalece sobre o real.

(*) Psicólogo, mestre em Psicologia Social pela PUC de São Paulo.